Dica de roteiro para fazer um mochilão pela América do Sul

Breno Madeira fez um mochilão incrível pela América do Sul, passando por cidades históricas e cheias de aventuras! Abaixo ele compartilha um pouco da experiência que viveu durante os 18 dias de estrada!

Lhama

“Sempre gostei de aventuras e com o tempo aprendi a valorizar coisas simples na vida como sentar para apreciar a natureza e de quebra assistir a um por do sol de cima da montanha. Por isso, Em agosto do ano passado tive o privilegio de fazer um mochilão pela América do Sul. Selecionei a dedo os lugares que queria conhecer e fiz o roteiro pensando em todos os detalhes de gastos e locomoção.

Comecei a viagem por Lima, no Peru, uma cidade grande banhada pelo Oceano Pacífico que tem poucos dias do ano com sol e todo o resto com dias nublados e acinzentados. Saindo de Lima conhecemos Cuzco e a cidade inca de Machu Picchu. É difícil explicar a riqueza que existe no lugar e toda sua energia. Com certeza é para entrar na sua lista de lugares para conhecer antes de morrer. Saindo de Cuzco, passamos para a Bolívia pela cidade de Copacabana onde é possível conhecer o famoso lago Titicaca, considerado o lago navegável mais alto do mundo (3025m) e fazer uma caminhada cortando a Isla del Sol de norte a sul. Passamos então por La Paz, a capital do país e a cidade onde ocorre a maioria das manifestações. Uma cidade um pouco caótica onde a pobreza se destaca. De lá partimos para o destino mais esperado desde a saída do Brasil, o deserto de sal, conhecido como Salar de Uyuni para os bolivianos.

América do Sul

Um imenso deserto branco com 12 mil km quadrados de sal. A dica é pegar um ônibus em La Paz partindo para Uyuni pela madrugada. Uyuni é um pequeno povoado (bem frio no inverno) que fica próximo ao deserto. Prepare-se para começar a aventura já durante a madrugada dentro do ônibus: vidros congelados, estrada de terra e  muita expectativa. Chegando ao povoado, fomos a uma das agencias de turismo e fechamos um tour de 4×4 de 3 dias (aproximadamente R$ 200,00 por tudo, incluindo comida, hospedagem e transporte) que passava por todo o deserto de sal, “lagunas”, aguas termais e geysers. Assim que entramos no deserto de sal pudemos entender a grandiosidade do lugar e logo paramos pra tirar fotos. O almoço é servido no meio do deserto pelo próprio guia e motorista do carro.

Passamos o dia andando pela imensidão branca e quase na hora do por do sol chegamos no lugar que passamos a primeira noite: um hotel todo feito de sal, inclusive o chão. Do hotel pude assistir ao nascer da lua cheia no horizonte do deserto branco. Inexplicável! O segundo dia do tour passava pela famosa árvore de pedra e pelas lagoas (lagunas) que mudavam de cor a todo momento. As lagunas tem colorações por causa da grande quantidade de sais minerais que existem em suas águas.

Chegamos no alojamento da segunda noite, um lugar ainda mais rustico do que o primeiro e que durante a madrugada fazia muito frio: 20 graus negativos. No terceiro e ultimo dia do tour passamos pelos geysers (vapores a 400 graus que saem de dentro da terra e estão a uma altitude de 5000 metros) e entramos nas águas termais (piscinas naturais com águas vulcânicas), mesmo com todo o frio do lado de fora. No meio do dia chegamos aos pés do vulcão Licancabur, que tem 5960 metros e está exatamente na divisa Bolivia/Chile. Iríamos subir o vulcão, mas acabamos desistindo por não estarmos com a saúde 100% e a subida demandava muito esforço, principalmente pelo ar rarefeito lá em cima.

Salar de Uyuni

Fomos para a fronteira do Chile para seguir viagem em direção a San Pedro de Atacama, uma pequena cidade localizada no meio do famoso deserto de Atacama. Foram dois dias incríveis no pequeno vilarejo. Alugamos uma bicicleta e uma prancha de sandboard para descer as dunas do Valle de la Muerte (excelente dica).

Depois de todos esses lugares incríveis, fomos para a capital do país, Santiago. Finalizamos a viagem da melhor maneira possível: andando de snowboard nos dois últimos dias. O snowboard é sem dúvida o melhor esporte que já pratiquei. Quem nunca fez, vale muito a pena passar uns dias na neve para praticar o esporte.

atacama e santiago

Essa por enquanto foi a viagem mais aventureira e rústica que já fiz e de uma coisa tenho certeza: quero voltar e poder levar o máximo de pessoas para sentirem todas as coisas boas que senti.”

Obrigada por compartilhar a sua aventura com a gente, Breno!
E se você fez uma viagem incrível ou apenas quer compartilhar alguma história com a gente, mande para maladeaventuras@gmail.com. Assim a nossa mala vai ficando cada vez mais cheia de curiosidades e claro, aventuras!