Conheça os encantos da Península de Maraú, na Bahia

É lá mesmo que está uma das dez praias mais bonitas do Brasil, a maior piscina natural em extensão do Brasil e a terceira maior baía do Brasil em volume d’água. O que você está esperando para conhecer a Península de Maraú?

Localizada na Costa do Dendê, entre Itacaré e Morro de São Paulo, esse destino apesar de não muito grande, oferece muitas atrações como praias, restingas, recifes de corais, manguezais, cachoeiras, trilhas ecológicas, entre outros. Local ideal para quem procura um grande contato com a natureza, ou apenas descansar em meio a cenários paradisíacos.

Nesse post vou contar um pouquinho da minha experiência nesse santuário ecológico durante a viagem que fiz em Fevereiro. Teve passeio de quadriciclo, visita às piscinas naturais, pôr do sol de tirar o fôlego e muitas paisagens incríveis!

Taipu de Fora

Praia

A praia de Taipu de Fora possui 7 km de extensão, com água cristalina e milhares de coqueiros em toda a costa. Nos seus extremos estão localizados os recifes de corais, sendo assim indicada para o mergulho. Além disso, possui grandes ondas em determinados locais, o que a faz ser boa para a prática do surf e do SUP. Ao longo da costa você também encontra escolinhas de surf, beachclubs servindo bebidas e pratos regionais, pousadas e casas de veraneio.

Fiquei hospedada nesta praia – considerada pelo Guia Quatro Rodas como uma das dez mais bonitas do Brasil. A pousada Dreamland Bungalows ficava bem de frente para a areia, além de oferecer todo o conforto – me senti no paraíso!

Peninsula de Maraú Bahia

Piscinas naturais de Taipu de Fora, Península de Maraú, Bahia
Vista da praia de dentro das piscininhas
Praia de Taipu de Fora
Caminhando em direção às piscinas naturais

Como vocês podem perceber pela foto, a maré estava bem baixa pois era época de lua cheia. O que isso significa? Que eu tinha uma grande faixa de areia para caminhadas diárias, além das piscinas naturais durarem mais tempo, e consequentemente podermos aproveitar melhor.

Durante minha caminhada na praia, encontrei um senhor com seu filho pequeno cortando cocos secos. Me aproximei e ele logo me ofereceu um pedaço com um grande sorriso no rosto. Quem sabe você também não esbarra com eles por lá?

Piscinas naturais

A grande atração do lugar é uma grande piscina natural, de 1km de extensão por 500m de largura cercada de corais, que olhando para o mar, fica no final da praia. O que quase ninguém sabe é que no início da praia, há outras piscininhas, que embora menores, possuem diversos peixinhos, são ótimas para crianças e bem mais vazias. A grande questão é que lá não tem onde alugar snorkel, mas você pode levar. Fica a dica: você não pode deixar de conhecer a piscina natural, mas caso tenha tempo, visite também essa menor. Dessa forma você conhecerá toda a extensão da praia de Taipu de Fora.

Piscininha natural de Taipu, Península de Maraú, Bahia

CORAIS_PISCINA_TAIPU

Já nas piscinas naturais principais, você consegue alugar o snorkel por R$10 a hora na barraca do Afonso, na areia mesmo. É só falar com o Danilo. Se precisar, pode deixar suas coisas lá também que ninguém mexe. Ali do lado também se alugam pranchas de SUP e o mar é perfeito para a prática do esporte – só tomar cuidado para não esbarrar nos corais!

SUP_PISCINAS_NATURAIS_TAIPU_DE_FORA

Caso você queira fazer o mergulho noturno (é feito com snorkeling também e lanternas) você pode procurar a barraca do Afonso que fica na entrada da praia, onde se estaciona de quadriciclo. Eles também fazem os passeios de barco saindo de Barra Grande!

AFONSO-TAIPU-DE-FORA-MERGULHO

Passeio de Quadriciclo

Um passeio de quadriciclo na Península de Maraú é realmente uma experiência única. Eu já havia andado de moto, bugre, triciclo, bike, tudo isso, mas nunca de quadriciclo. Vocês já tiveram essa experiência?

Para dirigir, você não precisa ter carteira nem nada. Basta que o rapaz da empresa (recomendo o Jonas lá no final desse post) te ensine onde ficam todos os comandos como acelerador, freio e marchas, pois é tudo bem diferente de uma moto normal e mais ainda de um carro. Daí você fica uns 5 minutinhos treinando num terreno vazio e pronto: está habilitado para dirigir um quadriciclo quantos dias desejar.

EU_QUADRICICLO_MARAU

Eu acabei alugando apenas por um dia para fazer um passeio específico que me indicaram na pousada, que incluía: piscinas naturais de Taipu de Fora – Lagoa Azul – Lagoa do Cassange – Farol. Como já falei bastante das piscinas naturais, vou pular aqui para a Lagoa Azul, ok?

PASSEIO_QUADRICICLO_MARAU

Lagoa Azul

A Lagoa Azul não é uma grande atração da região, talvez você nem ouça falar dela quando estiver por lá. Mas como estava no caminho do meu trajeto para a Lagoa do Cassange, resolvi entrar para dar uma olhada e não me arrependi. Quando cheguei nela, não tinha ninguém, o que trazia um ambiente de paz e tranquilidade. Há uma parte da lagoa que é própria para banho (a parte mais clara) e uma parte imprópria (mais escura). A areia é bem branquinha e a água calminha.

Minha dica é fazer da lagoa uma parada para lanche. Em Janeiro, uma cabana funciona vendendo alguns itens de comida e bebida, mas em Fevereiro já não funcionava mais. Você pode levar um suco, algumas frutas e biscoitos e comer enquanto contempla a vista e descansa da estradinha de areia (que faz você quicar a cada 2 segundos!), além de se hidratar com bastante água pois o trajeto é muito quente!

LAGOA_AZUL_MARAU_2

Lagoa e Praia do Cassange

Essa, que seria a Lagoa principal da região pela sua extensão, deixou um pouco a desejar. Acredito que seja mais bonita vista de cima (do Morro do Celular, para quem vem de jipe de Itacaré, a vista panorâmica da Lagoa de água doce separada do oceano por uma faixa de areia de apenas 300m de largura é incrível – vi por fotos!) mas lá debaixo não é para tanto. Por onde cheguei, só havia uma entrada para a Lagoa, onde você pode alugar uma prancha de SUP, praticar esportes a vela ou apenas beber uma água no Bar da Lagoa, único bar na região.

No entorno da Lagoa, contudo, há diversas pousadas, algumas bem grandes e a praia do Cassange. Super deserta em Fevereiro, essa praia possui areia bem fofa e  boas ondas para o surf, mas é de difícil acesso. Caso visite os arredores, leve tudo que puder – água, protetor solar, protetor labial, chapéu, comida, e o que mais precisar, pois não há vida fora de Janeiro.

Lagoa do Cassange, Península de Maraú, Bahia

PRAIA-DO-CASSANGE

OBS: o trajeto beirando a praia é muito bonito, não deixe de pegar esse caminho. Há muito verde e, com o mar ao fundo você pode sentir uma conexão muito forte com a natureza!

Farol

É possível avistar o farol de diversas partes da região, tanto da BR quanto da praia e da Lagoa Azul, como na foto abaixo. Dizem que é fácil chegar lá, mas não encontrei a subida para ele no meu trajeto para o Sul beirando a praia, então resolvi voltar por dentro da BR e pegar o acesso principal à ele, que também é mais próximo. Foi ótimo ter ido na volta, pois acabei pegando aquele finalzinho de tarde com uma luz bem bonita.

Lagoa Azul, Península de Maraú, Bahia

FAROL_MARAU

Tentei descobrir a história do Farol e o por quê dele estar desativado, mas tudo que me foi falado é que este farol não é tão antigo quanto parece, e que ele foi construído apenas como atração turística por conta da vista. Ainda assim, vale muito a visita, pois lá de cima você tem uma visão em 360 graus da região, e consegue entender melhor como a cidade está distribuída. Dá para ver o tamanho da Lagoa do Cassange e a parte que ocupa a maior parte das casas dos habitantes da Península de Maraú.

VISTA-DO-FAROL

Caminho do Farol, Península de Maraú, Bahia

Uma dica: há dois caminhos de terra para subir o farol, um mais curto e íngreme e outro mais longo e mais plano. Me aconselharam não pegar o caminho mais íngreme de quadriciclo pois correria o risco de capotar!!! Por isso estou repassando essa dica de ouro: peguem o caminho mais plano, que é este da foto acima, principalmente se tiver chovido, mesmo sendo um pouco mais longo (o que não leva nem 3 minutos de subida).

Ponta do Mutá

Perto de Barra Grande, uma caminhadinha pela praia te leva à Ponta do Mutá, no extremo norte da Península. A região possui algumas pousadas, muitos restaurantes e beachclubs para relaxar e beber alguns drinks. Aproveite para ficar até o pôr do sol, que deixa sempre tudo mais bonito!

PONTA-DO-MUTA

Ponta do Muta, Península de Maraú, Bahia

Restaurante Sol do Mutá

O Bar e Restaurante Sol do Mutá (que também conta com uma pousada) possui uma entrada exclusiva, por onde cheguei à praia. Lá você tem a opção de se sentar em local coberto um pouco mais para cima da praia, ou de ficar nas barracas onde pega sol mais abaixo. Comecei pedindo uma limonada na barraca bem de frente para o mar, e depois entrei para a parte coberta na hora de comer.

O dono, Macarrão, que frequenta a Ponta do Mutá desde pequeno e resolveu abrir o estabelecimento com sua esposa, Vanina há 3 anos. Assim como ele, os garçons são muito simpáticos e cuidadosos, me trouxeram um potinho com café queimado para espantar as moscas que se sentiriam atraídas com a comida. Dessa forma, comi em paz e tranquilidade.

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No dia que fui, o clima estava muito agradável, tocava uma espécie de lounge music, e não estava tão cheio. Consegui relaxar bastante e aproveitar meu último fim de tarde na Península de Maraú como eu queria. Acreditem: não é fácil ter que deixar esse lugar!

Além do clima super agradável, vocês PRECISAM experimentar o peixe frito, que é o carro chefe da casa. É um prato lindo, super saboroso e com preço ótimo! O peixe de 0,5 kg (R$60) serve 2 pessoas e vem acompanhado de vinagrete e farofa na folha de bananeira. Uma delícia!

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PEIXE_SOL_DO_MUTA

Atenção: a cozinha fecha às 17h, então não chegue muito tarde para não perder esse almoço delicioso!

Rio Carapitangui

Entre as tantas belezas naturais da Península de Maraú, o Rio Carapitangui não pode ficar de fora do seu roteiro. É lá que se encontra o famoso Bar da Rô, ou Rô Gastronomia, super apreciado na hora do pôr do sol. Fora isso, há outros pontos que você pode se acomodar, como a Casa do Salvador, um novo bar que fica um pouco mais à frente. Cada um com sua própria vibe, você pode escolher agora onde prefere passar seu fim de tarde.

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Bar da Rô

Com drinks e pratos finos como lagostas, peixes, carnes e risotos, esse é o point do verão dos cariocas e paulistas badalados. Diversos artistas, blogueiras e celebridades brindam o pôr do sol no bar da Rô em suas férias. O visual de lá é realmente incrível e você pode ficar no deck ou na parte de dentro, conforme preferir. Você pode alugar uma prancha de SUP enquanto sua comida não chega ou dar uma caminhada na beira do Rio.

No dia que fui o céu estava com muitas nuvens, mas ainda assim o pôr do sol foi lindo. A cor da água do rio é maravilhosa e a vibe única. No Bar da Rô, especificamente, estava tocando house music, apesar do público no dia ser de um pessoal mais velho.

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Casa do Salvador

Inaugurado neste verão, a Casa do Salvador traz um clima bem mais roots! Confesso que curti os dois bares da mesma forma, sendo que este não fica exatamente de frente para o rio, fica mais no meio da areia mesmo. Por ali, nada de house music! O que manda é o violão ao vivo sentado na esteira. Sucos, batidas de frutas e um pequeno cardápio de comida também estão disponíveis.

Adorei o estilo do bar, todo feito de cabanas e estampa floral, e uma vibe “pega sua esteira e senta aí”! Pena que não tive muito tempo pois ainda ia seguir de lá para Itacaré e meu guia foi me buscar bem na hora que o sol se pôs!

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CASA-DO-SALVADOR

CASA-DO-SALVADOR-2

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Barra Grande

Ainda na península está localizado Barra Grande, o vilarejo que concentra a maioria das pousadas e restaurantes da região, além da praia propriamente dita e do Rio Carapitangui falado acima. É lá do píer que saem os principais passeios de barco, tanto de escunas quanto de lanchas e onde ficam localizadas algumas piscinas naturais ótimas para mergulho.

Nessa região é possível encontrar várias lojinhas rústicas, e às vezes rola shows ao vivo de bandinhas locais. Quando fui, a atração da noite era uma banda de reggae começando a se apresentar às 20h. Lembrando que antes das 18h o Boulevard não funciona, então aproveite bastante a praia durante o dia e deixe para conhecer o Boulevard à noite.

BARRA_GRANDE

Um pouco de história

A Península de Maraú foi descoberta recentemente pelos turistas – até pouco tempo atrás não ouvíamos falar sobre o local. O guia Manoel me explicou que a população dali, que agora fica em torno de 18.500 habitantes, é muito receptiva ao turismo, até porque grande parte vive disso, mas têm receio de que a Península se transforme em algo sem controle, com roubos e outros problemas de cidades grandes. Esse é um dos motivos pelos quais mantêm a estrada de terra, tornando o acesso mais difícil.

A pesca é também uma importante fonte de renda para a cidade. No final do século XIX começou-se a cultivar o dendê, que hoje dá nome a esse pedaço da costa, além de seringueiras, cravo-da-índia, pupunha, cacau, guaraná e pimenta-do-reino. Dizem que há uma feira livre aos sábados, onde você pode experimentar e comprar (quem sabe levar de presente?) todos esses itens.

Há boatos de que a cidade já foi visitada pelo escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, autor de “O Pequeno Príncipe”, que ficou morando no povoado por um tempo. Se isso é verdade ou não, eu não sei. Mas eu também super moraria lá por um tempo!

Quando ir?

O clima na península costuma ser quente e úmido, com temperatura média de 25ºC. Fique esperto, pois o período de chuvas é entre abril e junho, apesar de fazer dias de muito sol mesmo nessa época. Os preços das passagens e hospedagens variam de acordo com a época do ano, então o ideal é pesquisar bem o que você procura antes de decidir.

Apesar de Fevereiro ainda ser considerado um mês de alta temporada, a Península fica bem mais vazia e mais tranquila do que em Janeiro, quando rolam aquelas grandes festas como a festa de Reveillon da Scheeeins que aconteceu no ano passado. Se você quer agito, vá em Janeiro.

A melhor época para quem procura sossego, podendo fechar os passeios com tranquilidade, e ainda assim aproveitar o verão na região é entre Fevereiro e Março. De Abril a Junho os preços caem. De Agosto a Novembro também é uma boa época, bem mais vazia e com sol não muito quente. Na minha opinião, é a época ideal para ir em casal, com a família e bebês.

Como está seu planejamento para os feriados deste ano? Pense bem, porque você ainda tem tempo para encaixar uma visita à esse lugar encantador! Em tempo: nos dias 16 e 17 de junho acontece o Festival da Tainha de 2017 em Barra Grande! Uma boa época para planejar sua viagem. Já em sua sexta edição, esse festival cultural e gastronômico tem se destacado na Península com competições de pratos a base de tainha, desfiles e danças folclóricas.

Onde se hospedar?

Dependendo do número de pessoas, você tem a opção de fechar uma pousada ou alugar uma casa. A Península não possui grandes hoteis ou resorts. Normalmente as pousadas possuem quartos para até 4 pessoas e as casas abrigam entre 8 a 12 pessoas. Se você procura uma casa, o portal  da Península de Maraú sugere algumas opções em lugares variados.

Já apresentei aqui um pouquinho das diferentes regiões localizadas dentro da Península. Agora é com você escolher se prefere ficar hospedado num centrinho como Barra Grande, onde você encontra tudo perto, ou numa praia mais afastada porém paradisíaca. Caso você, assim como eu, prefere a segunda opção, indico a pousada que fiquei hospedada:

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Dreamland Bungalows (Clique aqui para abrir a página de reserva no booking e garantir o melhor preço!)

Como chegar?

Você pode ir por Salvador (que fica 180km ao norte da península) ou por Ilhéus (que fica a 100 km ao sul). Caso já esteja em Itacaré, por exemplo, a distância é mais curta: cerca de 38km indo de offroad pela Costa do Dendê.

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De Ilhéus

Eu cheguei por Ilhéus, que fica ao sul da península. Minha escolha foi pegar um transfer do aeroporto, que fica a 120km de distância, pois era a opção mais fácil e rápida mas não tão barata (R$350 pelo carro, podendo dividir com outras pessoas). A própria pousada organizou tudo para mim e deu super certo! A viagem durou cerca de 2 horas e meia com uma parada em Itacaré para comer tapioca e provar o mel de cacau na famosa Casa da Tapioca.

Se você prefere alugar um carro, tenha em mente que os últimos 44 km são de estrada de terra sem pavimento, e que em períodos de chuva forte ou falta de manutenção, o acesso pode ficar complicado. Recomenda-se alugar um carro alto, de preferência 4×4. Não hesite em perguntar próximo a sua chegada as condições do tempo e da estrada. Deixar o seu carro em Camamu e de lá pegar uma lancha rápida também é uma boa opção.

De Salvador

Existe também a opção de voar por Salvador (SSA), que é um aeroporto maior, com mais voos diários e bilhetes às vezes mais baratos (quando eu pesquisei estava mais caro!). Por mais que no mapa pareça mais perto da Península do que Ilhéus, é uma alternativa bem mais longe. A viagem normalmente dura entre 6 e 8 horas, dependendo do tráfego e as condições da estrada. O preço de um transfer fica em R$800 o percurso, para até 3 pessoas.

Se você quiser economizar, existe a possibilidade de pegar um ferry boat de Salvador para Bom Despacho (Ilha de Itaparica). Há balsas que atravessam a baía a cada hora, mas aí é bom começar a viagem bem cedo. De Bom Despacho você pega um ônibus para Camamu, levando cerca de 5 horas. Você tem que chegar em Camamu antes de 17:00hs pois esse é o último horário de partida da lancha. Ao chegar em Camamu, ao lado do ponto de parada do ônibus, você verá um píer onde fica a empresa “Camamu Adventury”. Eles fazem a travessia de lancha rápida para Barra Grande de hora em hora, durando em torno de 40 minutos. De lá, você se dirige à sua pousada, independente da onde fique.

Como se locomover?

Caso você esteja com um carro próprio ou alugado (o ideal é que seja um 4×4), você não terá problemas para se locomover. Apenas se atente a determinados locais, onde o caminho é bem estreito (como por exemplo para chegar à Lagoa Azul ou ao Farol).

Caso vá de transfer, lá dentro você terá algumas possibilidades: alugar um quadriciclo que acomoda duas pessoas para longos trajetos é uma boa opção (diárias a partir de R$100 em Barra Grande a R$150 em Taipu de Fora). Você terá que andar sempre com um mapa para não se perder e ficar de olho no tanque, pois normalmente quando se aluga, o tanque vem pela metade.

Outro detalhe para se atentar é que os guardas multam quem anda de quadriciclo na areia da praia, então sempre pegue as ruelas paralelas e vá em frente!

Uma outra opção para distâncias curtas é o aluguel de bicicletas. Estas sim você pode usar nas areias de praia, e para se locomover entre uma praia e outra, por exemplo.

Por último, há sempre a opção de pegar um taxi, que não sai muito barato. Para passeios de Barra Grande a Taipu de Fora, por exemplo, o taxi tem preço fixo de R$50. Caso você vá passar o dia inteiro num passeio, você pode negociar um tour com o taxista pelo preço que achar justo. Ao fim do post, coloco o contato dos meus alugueis para quem precisar! 😉

Informações Úteis

  • A Península de Maraú ainda é um dos poucos lugares que preserva o eco-sistema quase intocável, portanto espera-se dos turistas um cuidado com ele.

  • A estrada no interior da Península até a pousada é de terra (44 km sem pavimento), que pode ficar muito difícil em dias chuvosos.

  • Ao entrar na Península de carro, recomenda-se que tire a placa da frente, para não perdê-la (sim, é nesse nível)!

  • Não existem agências bancárias ou caixas eletrônicos na Península de Maraú e muitos locais como bares e restaurantes não aceitam cartões. Por isso, leve dinheiro em espécie! O Dreamland, por exemplo, aceita MasterCard e Visa.

  • O sinal para telefones celulares é limitado e em muitas partes da Península é inexistente. Na recepção do Dreamland, há sinal apenas da operadora Vivo. O wi-fi funciona, mas às vezes fica um pouco lento.

  • A eletricidade em toda a península é de 220V.

  • Nas pousadas há restaurantes com opções de comida baiana e frutos do mar. Outra ótima pedida são os caranguejos Guaiamum, que são cozidos na hora.
  • É aconselhável fazer os passeios que a Península de Maraú oferece sempre acompanhado de um guia ou alguém que conheça bem a região.

Contatos

Guia Almir (transfer e taxi): (73) 9993-0841

Jonas (aluguel de quadricilo): (73) 9956-0552

Deixa aqui nos comentários qualquer dúvida que surgir!

Amanda.