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Roteiro de 7 dias na Garden Route

Garden Route ou “Estrada Jardim” é uma famosa estrada da África do Sul, que pode (e deve!) ser incluída no seu roteiro.

Veja nesse post como foi o meu roteiro de 7 dias na Garden Route, passando por safari, praias, o segundo maior bungee jump do mundo, parques nacionais e pequenas cidades muito charmosas!

Garden Route: como organizar o seu roteiro

A Garden Route começa oficialmente em Mossel Bay, cidade localizada há 385km de Cape Town. A partir de lá são 300km de estrada passando por diversas cidades, entre as mais conhecidas: Knysna, Plettenberg Bay, Storms River e Jeffrey’s Bay. A última cidade do trajeto é Port Elizabeth.

Você pode começar o seu roteiro por Mossel Bay ou por Port Elizabeth. Eu iniciei a minha viagem em Cape Town, depois fui para Stellenbosch e de lá segui para Mossel Bay de carro. Finalizei a Garden Route em Port Elizabeth e peguei um vôo para Joanesburgo.

Outra sugestão de roteiro é voar para Port Elizabeth e fazer o caminho contrário até chegar em Cape Town.

Algumas pessoas também fazem um “bate-volta”, de Cape Town até Port Elizabeth (ou até alguma cidade antes, como Jeffrey’s Bay, já que Port Elizabeth não tem muitas atrações) e voltam para Cape Town. Se você tiver bastante tempo, pode valer a pena, se não, acho que é muito tempo gasto na estrada. A dica é alugar o carro em uma cidade e devolver na outra para poupar tempo e não precisar dirigir tanto!

Quantos dias são necessários para a Garden Route?

São muitos atrativos ao longo da Garden Route – tudo vai depender de quanto tempo você tem disponível e do que você mais tem vontade de conhecer na África do Sul.

O seu estilo de viagem também conta: o meu, por exemplo, é natureza. Eu adoro conhecer paisagens lindas e estar em contato com a natureza. Por isso, amei Cape Town, amei todos os lugares por onde passei na Garden Route e teria dispensado Joanesburgo do roteiro, por ser uma cidade grande e cosmopolita.

Estradas no Gondwana Game Reserve
Estradas no Gondwana Game Reserve

Eu fiquei 7 dias na Garden Route, sendo 2 dias dedicados ao Safari. Achei que 5 dias explorando as outras cidades, praias, parques nacionais e atrativos foram o suficiente! Se você não tiver tanto tempo, pode pular algumas coisas e fazer em 3 dias, como a minha amiga Bia fez e contou aqui nesse post do blog Roda Mundo.

Se você tem bastante tempo e quer conhecer mais cantinhos lindos e pouco explorados, pode separar 9 dias e seguir o roteiro da Amanda Noventa, que relatou a viagem aqui nesse post.

Abaixo você vai conferir dia a dia como foi a minha roadtrip na Garden Route!

Depois dessa breve introdução sobre a Garden Route,
vem conferir o meu roteiro de 7 dias:

 

Dias 1 e 2: Safari no Gondwana Game Reserve

Muita gente acaba fazendo Safari no Kruger, o parque nacional mais conhecido, que fica há 7 horas (de carro) de Joanesburgo. Eu estava desanimada com todo esse tempo de deslocamento e comecei a pesquisar opções próximas a Cape Town. Encontrei o Gondwana Game Reserve e me apaixonei!

safari no Gondwana Game Resort
Carro que nos levou para o safari no Gondwana Game Resort

A reserva natural fica há 30 minutos de Mossel Bay, e essa foi a nossa primeira parada na Garden Route. Passamos duas noites por lá, o suficiente para fazer 4 safáris e ver muitos bichinhos. Uma experiência única e inesquecível que todo mundo deve fazer uma vez na vida!

Para saber mais sobre o Gondwana Game Reserve, clique aqui.

Além do Gondwana existem outras opções de Safari ao longo da Garden Route, como o Aquilla e o Addo Elephant Park. Se você também não está disposto a se deslocar até o Kruger, vale a pena conferir!

Dia 3: Mossel Bay

Já passava do meio dia quando saímos do gondwana (foi triste a despedida! Hahah) e seguimos para Mossel Bay. A cidade é bem pequenininha, com alguns restaurantes e casas legais.

A beira da praia é um lugar onde vale a pena dar uma voltinha, as casinhas coloridas de madeira são muito charmosas e privilegiadas com uma vista linda.

O Breno (meu namorado) queria fazer o mergulho com o tubarão, mas não havia disponibilidade para a parte da tarde, então, aproveitamos para fazer uma pequena trilha até o farol de Mossel Bay.

Subimos algumas escadas até chegar em uma gruta, que tinha um deck com visual lindo para algumas piscinas naturais. Continuamos a caminhada e chegamos em umas pedras, banhadas pelo mar. Lindo lugar que com certeza merece a sua visita.

Visual lindo para a praia de Mossel Bay
Visual lindo para a praia de Mossel Bay!

Depois, fomos almoçar no Delfino’s, um restaurante na beira do mar, com especialidade em frutos do mar. O clima é super gostoso, e a comida também, com bom custo x beneficio.

O final de tarde estava maravilhoso, caminhamos pela praia e sentamos nas pedras para ver o pôr do sol. Inesquecível.

Pôr do sol na praia de Mossel Bay

Dormimos no The Cove Guest House – você aluga um quarto da casa e pode usar a sala, cozinha e a área externa (com piscina!). Achei super charmosinho e recomendo! Faça aqui a sua reserva.

Dia 4: Mergulho com Tubarão Branco + Wilderness + Buffalo’s Bay + Knysna + Nature’s Valley

Que dia agitado! O Breno saiu cedinho para fazer o mergulho com o tubarão branco, com a empresa White Shark. Ele adorou a experiência e conseguiu ver dois tubarões enormes! O passeio custou 1600 Rands, e durou cerca de duas horas e meia. No valor estava incluído café da manhã e almoço (que era só um sanduíche).

Tubarão branco atacando a isca, durante o passeio

Mas Nanda, porquê você não foi? Nesse dia eu comecei a ficar gripada, e achei melhor ficar descansando, do que enfrentar a água fria e piorar. Mas eu faria o mergulho também, achei muito legal!

Colocamos as malas no carro e seguimos estrada na Garden Route. Paramos em Wilderness, uma cidade beeem pequenininha que fica há 45 minutos de Mossel Bay.

Ficamos cerca de meia hora por lá – demos uma volta de carro pelo centrinho da cidade (parecia estar tudo fechado) e fomos até a praia, que é bem ampla e deserta.

De lá, dirigimos mais 40 minutos até chegar em Buffalo’s Bay, um cantinho que nos conquistou. A cidade, super pequenininha, deve ter só 4 ruas com algumas casas. Nem chegamos a ver restaurantes, mas fiquei sabendo que existe apenas um.

O charme do lugar está na sua praia, que é cheia de pedras, formando piscinas naturais. Um lugar super especial, que você precisa incluir no seu roteiro pela Garden Route. Ficamos 1h por lá, tirando muitas fotos, e depois seguimos para Knysna.

Praia de Buffalo’s Bay

Uma semana antes de irmos para a região da Garden Route houve uma enorme queimada, por conta da falta de chuva. O incêndio destruiu parte da vegetação, principalmente perto de Knysna. Vimos na estrada muitas árvores queimadas 🙁

Por conta disso, a cidade estava super vazia e com um clima triste. Fomos até o Waterfront, que tem lojinhas locais e restaurantes, mas estava tão vazio que só tinha a gente no restaurante que escolhemos.

Knysna é bem bonitinha, e lá vimos várias atividades, como caiaque, bike, observação de baleias e etc. A cidade é cercada por uma lagoa e também pelo mar. Você pode optar por se hospedar na cidade, já que tem boas opções e um comércio maior do que em outros lugares por ali.

Decidimos aproveitar que ainda estava cedo (não fizemos reservas em hotéis, achamos melhor ir decidindo pelo caminho) e dirigimos mais 1h até Nature’s Valley, onde escolhemos dormir. Algumas pessoas já tinham me indicado o Wild Spirit Backpacker, um hostel totalmente em contato com a natureza.

Dia 5: Nature’s Valley + Bungee Jump + Tsitsikamma National Park + Jeffrey’s Bay

Nature’s Valley é uma região linda, cercada por natureza, e com muitas opções de passeios de aventura. Como falei, dormimos no Wild Spirit, que fica literalmente no meio do mato.

A sede do hostel é beem legal, com decoração rústica. Do lado de fora, muitos banquinhos ao redor da fogueira, uma piscina natural (que estava vazia por conta da seca) e um ambiente bem descontraído com muitas mesinhas, ótimo para interagir com a galera.

WildSpirit Hostel

Só tenho críticas em relação ao quarto: ficamos em um quarto privado que estava acabado. Vi muita poeira na parede, algumas aranhas e cheiro de gato, já que no jardim tem muitos. Quase desisti de dormir lá por conta disso, mas ja era tarde e não encontramos outra hospedagem.

Havia também a opção de dormir em uma “safari tend”, uma enorme barraca de camping com uma cama de casal dentro. Achei bem legal, mas tava tão frio que eu achei que fosse congelar se dormisse ali.

Enfim, fica a dica de um lugar descolado, muito interessante, mas sem muito conforto e limpeza.

Acordamos cedinho, preparamos o nosso café na cozinha do hostel e fomos conhecer a cachoeira, que fica dentro da propriedade. Caminhamos 30 minutos por uma trilha média e chegamos em uma linda queda, que também estava com pouca água por conta da seca.

Cachoeira do WildSpirit Hostel

Malas no carro, check-out feito e partiu Bungee Jump! Ali perto, cerca de 30 minutos, está o maior bungee jump de ponte do mundo, com 216 metros de altura. E sim, eu tomei coragem e saltei! =O

Face Adrenalin – o maior bungee jump de ponte do mundo

Em breve o post com a minha experiência no bungee jump será publicado!

Demoramos umas 4h por lá – fizemos a nossa reserva para a parte da tarde e aproveitamos para almoçar no restaurante ali perto, que tinha um preço ok.

De lá, fomos correndo para a ponte suspensa, que fica dentro do Tsitsikamma National Park. Na verdade, esse parque nacional é enorme, e possui várias entradas. A ponte está mais perto de Storms River, uma pequena cidadezinha que serve de apoio para quem quer explorar o parque.

Já estava quase na hora do pôr do sol quando entramos no parque, e o pneu do carro furou, pra atrasar mais ainda a gente. Trocamos o pneu com a ajuda de um africano, pagamos 95 rands para entrar no parque e fizemos a trilha de mais de 1km praticamente correndo, até chegarmos na ponte suspensa. O céu estava super bonito, e aproveitamos para tirar muitas fotos. Adorei a paisagem e a ponte, que é bem diferente!

Tem mais trilhas e coisas legais para ver e fazer dentro do parque, se você tiver mais tempo, super recomendo explora-lo!

Passamos por Storms River para encontrar algum restaurante e algum hotel, mas a cidade estava muuito vazia, então seguimos para Jeffrey’s Bay, onde passamos a noite.

Dia 6: Jeffrey’s Bay

Encontramos o hotel “funky town” no booking por um ótimo preço (saiu 300 reais duas noites, pro casal) e, como já era tarde, resolvemos ir direto até ele antes de reservar. Chegamos por volta das 20h, a recepcionista nos mostrou o estabelecimento e nós adoramos! Acho que foi o melhor custo x benefício da viagem.

Saímos para comer e nos demos mal. Tudo fecha cedo por lá, e a cozinha da maioria dos restaurante ja estava fechada. Fica a dica: saia para jantar cedo em Jeffrey’s Bay!!

O dia seguinte amanheceu um pouco nublado, então aproveitamos para passear pela rua principal e conferir os outlets das marcas de surf, como ripcurl, quicksilver e billabong.

Quase na hora do pôr do sol fomos na praia Supertubes, bem famosa entre os surfistas. O tempo abriu e tivemos um belíssimo fim de tarde!

Surfista na praia SuperTubes, em Jeffrey’s Bay

Jeffrey’s Bay não tem muito o que fazer, acredito que em um dia você consiga conhecer bem a cidade. Fomos no inverno, então estava um pouco vazio, mas acredito que no verão o clima praiano deixe a cidade mais agitada!

Faça a sua reserva no Funky Town através do Booking

Dia 7: Jeffrey’s Bay + ida para o aeroporto de Port Elizabeth

Acordamos bem cedinho para ver o nascer do sol na Supertubes, e foi muito lindo! O céu estava totalmente aberto, e o sol nasceu bem ali na nossa frente. Valeu a pena o esforço, e fica a dica de um passeio bem legal para você não deixar de fazer 🙂

Arrumamos as malas, tomamos café, demos mais uma voltinha na cidade para comprar as últimas lembrancinhas e dirigimos mais 1h até o aeroporto de Port Elizabeth. A estrada é super bonita e boa!

Se você tiver mais tempo, pode reservar alguma horas para conhecer Port Elizabeth. A cidade é bem grande, com muitas lojas e shoppings.

Devolvemos o carro dentro do aeroporto mesmo e assim acabou o nosso passeio pela Garden Route <3

Mais algumas dicas

Aluguel de carro

Alugamos o carro com a Sixt, empresa que a gente super confia e indica aqui no blog. Na África do Sul a fraqueada se chama First Car Rental, e foi com eles que alugamos o nosso carro.

Como falei, vale a pena alugar em uma cidade e devolver na outra. Nós alugamos em Cape Town e devolvemos só em Port Elizabeth. Pegamos um Chevrolet sendan (mala grande, ótimo para colocar as malas), super completo. Era 1.6 e automático, o que ajudou muito nas longas horas de estrada.

Veja também: Tudo o que você precisa saber para planejar a sua viagem para a África do Sul

Sobre reserva de hotéis

Eu resolvi não reservar os hotéis da Garden Route (a partir de Mossel Bay, tirando o Safari) porquê sabia que seriam muitas cidadeszinhas e eu queria ter liberdade para escolher onde ficar mais tempo, caso gostasse muito de alguma. Achei ótimo por um lado, e ruim pelo outro.

Ótimo porquê fizemos o que queríamos e em storms river, por exemplo, teria sido chato de dormir, pois a cidade estava muito vazia. Ruim porquê ficávamos pesquisando hotéis pelo celular, muitas vezes sem encontrar opções boas e baratas.

Usamos o chip da EasySim4U, que salvou a gente nessa missão, mas a internet um pouco lenta era complicada. Então, fica a sua escolha sair de casa com o roteiro prontinho e os hotéis todos reservados ou ir descobrindo cantinhos legais pelo caminho e fazer as reservas na hora.

Melhor época do ano

Eu fui no início de Junho de 2017 e peguei o início do inverno na África do Sul. Não choveu nenhum dos 7 dias que estivemos na Garden Route, pegamos dias lindos e ensolarados. Porém, a temperatura estava baixa, principalmente durante a noite.

Conseguimos conhecer tudo o que queríamos e vimos paisagens lindas, mas, se você procura agito, sugiro ir no verão, quando as praias devem ficar cheias! Todas as cidades tem praias lindas, então deve ser bem legal ver as ver bastante gente curtindo essa época do ano.

GPS

Eu e Breno estávamos com chips da EasySim4U, que é parceira do Mala de Aventuras. Tivemos conexão o tempo inteiro, apesar de ser um pouco lenta. Para nos locomovermos de um lugar para outro, usamos apenas o Waze e o Google Maps, que funcionaram super bem durante toda a viagem!

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