Fazer uma viagem para a África do Sul é mergulhar em um dos destinos mais surpreendentes do planeta. Mesclando mar, montanhas, a savana africana e vinhos premiados, o país entrega uma combinação única de aventura, cultura e paisagens de tirar o fôlego.
Seu roteiro pela África do Sul pode incluir desde a atmosfera cosmopolita e praias da Cidade do Cabo, até a famosa Rota dos Jardins e a busca inesquecível pelos grandes animais da savana em um safári no Kruger National Park. É um destino plural, perfeito tanto para viagens de aventura e ecoturismo quanto para roteiros de charme ou viagens em família.
E para ajudar no seu planejamento, este guia completo e atualizado reune tudo o que você precisa saber para organizar sua viagem do zero. Aqui você vai encontrar dicas de roteiro, documentos necessários, melhor época, como se locomover, estimativa de custos e sugestões de hospedagem para transformar esse sonho em uma experiência inesquecível.
1. Qual é a melhor época para viajar para a África do Sul?
Saber quando ir para a África do Sul depende do tipo de experiência que você quer viver. Como o país está no Hemisfério Sul, as estações acompanham o calendário do Brasil, mas o clima varia muito entre as regiões. Para matar a sua dúvida de forma rápida, resumimos a melhor época de acordo com os três principais objetivos de viagem:
| Objetivo principal | Melhor época | Principais regiões | Por que ir nessa época? |
| Safári (Clima seco) | Maio a setembro | Kruger National Park e reservas privadas | A vegetação fica rala e os animais se concentram nos açudes, facilitando o avistamento. |
| Praia e Cidade (Sol) | Novembro a março | Cape Town e Rota dos Jardins | Verão ensolarado com dias longos, ideal para curtir as praias, trilhas e restaurantes ao ar livre. |
| Observação de Baleias | Junho a novembro | Hermanus e Costa das Baleias | Período de reprodução das baleias-francas-austrais, que chegam bem perto da costa. |
| Enoturismo e Vinícolas | Março a mMaio | Stellenbosch e Franschhoek | Outono com temperaturas agradáveis, vinhedos em tons alaranjados e época de colheita das uvas. |

Como as distâncias entre os principais pontos turísticos são grandes — como os 1.400 km entre Cape Town e Joanesburgo —, entender essa dinâmica regional é importante para evitar ciladas no seu roteiro:
Verão na África do Sul (Dezembro a fevereiro)
- Cape Town e Rota dos Jardins: É a alta temporada no litoral! Dias quentes, secos e perfeitos para praias, subir a Table Mountain e passear ao ar livre.
- Kruger e Norte: Período de chuvas e calor intenso. A savana fica verde e densa, o que espalha os animais e dificulta a visualização durante os safáris.
Inverno na África do Sul (Junho a Agosto)
- Kruger e Safáris: É a época de ouro dos safáris! Manhãs e noites são frias, mas os dias são secos. Com a vegetação baixa, você terá a melhor visibilidade para fotos e avistamentos.
- Cape Town: O inverno na Cidade do Cabo é frio, úmido e chuvoso. Como a maioria dos passeios é ao ar livre, dias de chuva podem atrapalhar o itinerário.
Meia-estação: A escolha ideal para combinar Cape Town + Safári
Se a sua intenção é fazer o roteiro clássico (Cidade do Cabo + Safári no Kruger) na mesma viagem, aposte nos meses de transição:
- Outono (março a maio): Clima ameno, pouca chuva e temperaturas equilibradas em quase todo o país.
- Primavera (setembro a novembro): A nossa guia na trilha da Table Mountain nos deu essa dica valiosa: setembro é um dos melhores meses para visitar Cape Town! As flores da vegetação fynbos cobrem as montanhas, a cidade ganha vida e você ainda consegue ver as baleias em Hermanus antes da partida delas.
Leia também: Trilhas em Cape Town: como é subir a Lion’s Head e a Table Mountain
2. Como é e quanto custa o voo até a África do Sul?
Uma das dúvidas mais frequentes de quem está planejando viagem para a África do Sul e como chegar ao continente africano saindo do Brasil. A boa notícia é que nos últimos anos ficou muito mais rápido e prático.
Se no passado as opções de rotas eram escassas, hoje há voos diretos diários ligando o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), em São Paulo, às duas principais portas de entrada do país: Joanesburgo (JNB) e a Cidade do Cabo (CPT).
Principais rotas e companhias aéreas
A escolha da companhia e da rota ideal depende do foco do seu roteiro:
- LATAM: Opera voos diretos de São Paulo para Joanesburgo, com duração média de 8h30 a 9h na ida e cerca de 10h no retorno. É a rota mais procurada por quem quer começar a viagem fazendo um safári no Kruger.
- South African Airways: A companhia aérea nacional sul-africana opera voos diretos saindo de São Paulo para Joanesburgo e também possui a rota direta para Cape Town. O voo direto até a Cidade do Cabo leva cerca de 7h30 a 8h.
- Outras companhias: Empresas como a TAAG (via Luanda) e a Ethiopian Airlines (via Adis Abeba) também operam a rota a partir do Brasil, incluindo saídas do Rio de Janeiro e outras capitais, muitas vezes oferecendo tarifas bem atraentes.

Voos internos na África do Sul
Se você desembarcar em Joanesburgo e seu primeiro destino for Cape Town, ou vice-versa, será necessário pegar um voo interno. O trecho entre Joanesburgo e Cape Town leva apenas 2h10 de voo e é operado por companhias locais como FlySafair, Airlink e Lift.
Quanto custa voar para a África do Sul?
Os preços das passagens de ida e volta para a África do Sul variam conforme a antecedência da compra e a sazonalidade:
- Preço médio: Fica entre R$ 3.200 e R$ 4.500 em classe econômica a ida e a volta.
- Voos internos: Custam em média de R$ 250 a R$ 500 por trecho, a depender da antecedência e do despacho de bagagem.
3. Brasileiro precisa de visto para a África do Sul?
Não! Cidadãos brasileiros viajando a turismo ou negócios não precisam de visto para entrar na África do Sul para estadias de até 90 dias. A permissão de entrada é realizada diretamente no controle de imigração, ao desembarcar no aeroporto.
No entanto, para garantir um desembarque sem imprevistos, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil recomenda o cumprimento dos seguintes requisitos obrigatórios:
- Passaporte válido: Deve ter validade de, no mínimo, 1 mês após a data prevista de retorno ao Brasil.
- Páginas em branco no passaporte: Seu passaporte precisa ter no mínimo 2 páginas inteiramente em branco para os carimbos oficiais de entrada e saída.
- Comprovante de vacina da Febre Amarela: Apresentação obrigatória do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) emitido pela Anvisa.
- Passagem de retorno ou de saída: Bilhete aéreo confirmado demonstrando a saída do país dentro do prazo legal de 90 dias.
- Comprovante de hospedagem: Reserva de hotel, Airbnb ou carta de convite formalizada de um residente local.
- Comprovação financeira: Embora não seja solicitada em todos os casos, a imigração pode requerer extratos bancários ou limites de cartão de crédito que comprovem meios para se manter durante a viagem.
4. Preciso de vacina de febre amarela para a África do Sul?
Sim, a vacina contra a febre amarela para a África do Sul é obrigatória! Como o Brasil é classificado como um país com risco de transmissão da doença, todos os viajantes a partir de 1 ano de idade provenientes do Brasil precisam apresentar o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) para entrar na África do Sul.
Esse documento é cobrado ainda no balcão de check-in da companhia aérea no Brasil. Se você não tiver o certificado em mãos no formato correto, não será permitido fazer o embarque.
#DicaDaNanda: Caso a sua vacina tenha sido registrada no sistema do SUS, você consegue baixar e imprimir o seu CIVP em PDF diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital ou pelo site Gov.br em poucos minutos. Porém, se a sua dose for antiga e não aparecer no sistema, basta fazer o pedido online pelo portal do Governo Federal (Gov.br) anexando a foto do seu comprovante de vacinação. Como a análise pode levar alguns dias úteis, faça a solicitação com semanas de antecedência do seu voo!
- Prazo mínimo de 10 dias: A vacina deve ser tomada com no mínimo 10 dias de antecedência do embarque. Se tomar a dose em um prazo menor, o certificado não terá validade para a imigração.
- Validade vitalícia: Se você já tomou a dose plena da vacina de febre amarela em qualquer momento da vida e já possui o CIVP, não precisa tomar reforço nem emitir um novo.
- Não vale apenas a carteirinha do posto de saúde ou do plano! O comprovante precisa obrigatoriamente ser o CIVP oficial impresso ou em PDF com QR Code emitido pela Anvisa/Ministério da Saúde.
Além das vacinas, o seguro viagem é um item indispensável para qualquer roteiro internacional. Seja para cobrir imprevistos como extravio de bagagem e atraso de voos, até eventuais despesas médicas em atividades de aventura, como trilhas ou safáris na savana.
Nós sempre usamos e recomendamos essa plataforma, um comparador que pesquisa as principais seguradoras do mercado e garante os melhores preços e coberturas. E você ainda pode aproveitar nosso cupom AVENTURAS15 para garantir 15% de desconto em qualquer apólice.

5. Tem risco de malária na África do Sul?
Sim, existe o risco da malária em Kruger mas apenas em regiões específicas do país. A grande maioria dos destinos turísticos sul-africanos, como Cape Town, Joanesburgo, Rota dos Jardins e as vinícolas de Stellenbosch, são áreas livres de transmissão de malária.
No entanto, se o seu roteiro inclui a região nordeste do país, onde fica o famoso Kruger National Park e suas reservas privadas adjacentes, há risco de transmissão da doença, especialmente durante os meses de verão e época de chuvas, de novembro a abril, quando a população de mosquitos aumenta bastante.
#DicaDaNanda: Se você apresentar febre, calafrios, dores no corpo ou sintomas semelhantes aos da gripe durante a viagem ou nas semanas seguintes ao retorno do Kruger, informe imediatamente ao médico que você esteve em uma área de risco para malária.
6. É seguro viajar para a África do Sul?
A questão se é seguro viajar para a África do Sul é uma das principais dúvidas dentre os viajantes. Para responder de forma direta e sem rodeios: sim, é seguro viajar pelo país, mas com ressalvas.
Não é preciso entrar em pânico nem cancelar seus planos, mas a realidade é que os índices de criminalidade urbana no país são elevados. Para os brasileiros, a dinâmica é muito familiar, pois exige a mesma atenção e os mesmos cuidados que tomamos nas grandes capitais do país.
O próprio Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) recomenda aos turistas brasileiros que mantenham vigilância constante em áreas de grande circulação e sigam as boas práticas de segurança local.
#DicaDaNanda: Quando desembarquei na África do Sul, confesso que estava bem tranquila. No entanto, logo no aeroporto de Joanesburgo (OR Tambo), reparei em avisos frequentes para não perder os pertences de vista, além da presença marcante de pedintes e abordagem de pessoas oferecendo serviços não oficiais.

Dicas práticas de segurança no dia a dia
Para garantir uma viagem tranquila, não custa adotar esses hábitos durante seu roteiro:
- No hotel: Nunca deixe objetos de valor espalhados no quarto. Mantenha as malas sempre trancadas com cadeado TSA ou utilize o cofre da hospedagem.
- Ao dirigir: Mantenha as portas travadas e os vidros fechados, especialmente em cruzamentos ou semáforos. Ao estacionar, nunca deixe bolsas, mochilas ou objetos visíveis nos bancos.
- No transporte: Utilize aplicativos de mobilidade como Uber, que funcionam super bem, são baratos e rastreados. Evite pegar táxis informais ou vans de transporte público.
- Na rua: Evite ostentar joias, relógios caros ou andar com a câmera fotográfica pendurada no pescoço em áreas centrais e menos movimentadas.
7. Quantos dias ficar na África do Sul?
Para aproveitar o melhor do país sem correria, o ideal de quantos dias na África do Sul é de 10 a 14 dias de viagem. Essa quantidade de dias permite combinar perfeitamente a vivência urbana e praias de Cape Town, a emoção de um safári na savana e ainda percorrer a famosa Rota dos Jardins (Garden Route) com calma.
No entanto, o tempo de permanência pode ser ajustado de acordo com a sua disponibilidade de férias e os seus objetivos no país. Abaixo, dividimos as principais sugestões de duração:
| Duração | Perfil do Viajante | Distribuição dos Dias | O que você vai conhecer |
|
7 a 8 Dias
(Roteiro Expresso) |
Para quem tem pouco tempo e quer focar nos destaques icônicos. |
• 4 a 5 dias: Cape Town
• 3 dias: Safári no Kruger |
Table Mountain, Cabo da Boa Esperança, praias de Cape Town e safári. |
|
10 a 12 Dias
(Roteiro Clássico) |
A opção mais recomendada! Perfeita para a primeira viagem ao país. |
• 5 dias: Cape Town
• 3 a 4 dias: Rota dos Jardins
• 3 dias: Safári no Kruger |
Cape Town completa, paisagens costeiras da Garden Route e experiência completa de safári. |
|
14 a 15+ Dias
(Roteiro Completo) |
Para quem quer explorar com calma, incluindo vinho, cultura e road trip. |
• 5 a 6 dias: Cape Town e Vinícolas
• 5 dias: Rota dos Jardins completa
• 3 a 4 dias: Safári no Kruger
• 1 dia: Joanesburgo |
Tudo dos roteiros anteriores + enotursimo em Stellenbosch/Franschhoek, praias de surf e o Museu do Apartheid em Joanesburgo. |
8. Como montar o roteiro?
Uma coisa o que saber antes de viajar para a África do Sul é que o páis oferece uma variedade impressionante de atrativos: praias épicas, montanhas , rotas de vinho premiadas e a emoção inigualável de um safári na savana.
Para organizar sua viagem de forma inteligente e sem perder tempo com deslocamentos desnecessários, é fundamental conhecer os principais pontos turísticos do país e entender o que encaixa no seu perfil. Abaixo, detalhamos as regiões imperdíveis para você estruturar o seu itinerário:
Cape Town (Cidade do Cabo)
Com uma energia vibrante que lembra o Rio de Janeiro aliada a um charme cosmopolita europeu, Cape Town é parada obrigatória no país. Com paisagens naturais deslumbrantes, a cidade é o cenário perfeito para quem ama mar, montanhas e gastronomia de ponta.

- O que fazer: Subir a icônica Table Mountain, fazer a trilha da Lion’s Head, ver o pôr do sol em Camps Bay, dirigir pela espetacular estrada da Chapman’s Peak Drive, visitar os pinguins na Boulders Beach, ir até o Cabo da Boa Esperança e passear pelo V&A Waterfront.
- Tempo sugerido: De 4 a 6 dias.
Clique aqui para ler nosso guia de Cape Town
Stellenbosch e Franschhoek (Região das Vinícolas)
A apenas 40 minutos de Cape Town fica o vale dos vinhedos sul-africanos. Stellenbosch e a vizinha Franschhoek abrigam vinícolas históricas de arquitetura holandesa e estão cercadas por montanhas e restaurantes de alta gastronomia a preços super acessíveis.
- O que fazer: Degustações guiadas, harmonizações com queijos ou chocolates e almoços de frente para as parreiras. Vinícolas como Middelvei, Peter Falke e Delaire Graff são paradas imperdíveis.
- Como encaixar: Você pode se hospedar 1 ou 2 noites em um charmoso country lodge ou fazer um bate e volta saindo de Cape Town.
Clique aqui para ler nosso guia de Stellenbosch

A Rota dos Jardins (Garden Route)
Uma das road trips mais bonitas do mundo! A Garden Route é um trecho cênico de cerca de 300 km ao longo da costa sul (estendendo-se originalmente entre Mossel Bay e Storms River/Port Elizabeth). É o paraíso para quem gosta de natureza, praias preservadas e esportes de aventura.
O que ver ao longo da rota:
- Mossel Bay, Knysna e Plettenberg Bay: Cidades costeiras charmosas com praias lindas, passeios de barco e gastronomia focada em frutos do mar.
- Bungee Jump da Bloukrans Bridge: A ponte com um dos maiores bungee jump do mundo com 216 m de altura!
- Tsitsikamma National Park e Nature’s Valley: Parque espetacular com pontes suspensas sobre o oceano, trilhas na floresta, caiaque e cenários preservados.
- Jeffreys Bay (J-Bay): A capital do surfe sul-africana, mundialmente famosa pelas ondas da praia de Supertubes e suas lojas de outlet de grandes marcas
Clique aqui para ler nosso guia da Garden Route

Safári: Kruger National Park vs. Reservas Privadas
A experiência de safári é, para muitos, o grande destaque da viagem. Você pode optar pelo clássico Kruger National Park ou por reservas privadas:
- Kruger National Park: É a maior e mais famosa reserva natural do país, localizada a cerca de 7h de carro ou 1h de voo de Joanesburgo. É perfeita para um safári autêntico em buscar dos Big Five (leão, leopardo, elefante, rinoceronte e búfalo), oferecendo desde opções econômicas estilo self-drive até lodges de altíssimo luxo.
- Reservas Privadas na Garden Route / Cabo Ocidental: Se você quer otimizar tempo e orçamento sem precisar voar para o norte, reservas privadas como a Gondwana Game Reserve, Aquila ou Sanbona ficam próximas a Cape Town e à Rota dos Jardins. Oferecem uma experiência guiada impecável e em áreas livres de malária.

Joanesburgo
Como principal hub aéreo da África do Sul, Joanesburgo é muitas vezes o ponto de entrada e saída dos voos internacionais vindos do Brasil.
- O que fazer: Se você tiver 1 ou 2 dias de conexão na cidade, vale a pena visitar atrações históricas e culturais de peso, como o Museu do Apartheid, a Nelson Mandela Square e fazer um tour guiado por Soweto.
#DicaDaNanda: Vale a pena? Para quem busca história e cultura urbana, a parada agrega bastante. Porém, se o seu foco for estritamente natureza e paisagens e seu tempo for curto, pode seguir direto para Cape Town ou Kruger.
Durban e Costa Leste (Opcional)
Banhada pelas águas mornas do Oceano Índico, Durban é famosa por sua forte influência da cultura indiana, praias com boas ondas para o surfe e clima quente quase o ano todo. Fica a cerca de 1.600 km de Cape Town, sendo recomendável chegar via voo interno. É uma boa pedida caso você tenha mais de 15 dias de viagem e queira explorar a costa leste.
9. Como funciona o safari na África do Sul?
Fazer um safári na África do Sul é, sem dúvidas, uma das experiências mais marcantes que você terá na vida. Ficar a poucos metros de animais selvagens em seu habitat natural, ouvir o rugido de um leão ou ver um bando de elefantes cruzando a savana é algo que nos impressionou.
Para quem nunca fez um safári, surgem muitas dúvidas de planejamento. Abaixo, explicamos tudo o que você precisa saber para ter a melhor experiência.
Parque Nacional (Público) vs. Reserva Privada: Qual escolher?
A principal decisão na hora de planejar o seu safári é escolher entre um Parque Nacional Público, como a área pública do Kruger National Park, ou uma Reserva Privada, como Sabi Sands, Kapama, Gondwana, etc.
Parque Nacional Público
- Como funciona: São áreas públicas imensas onde qualquer pessoa pode entrar. Você pode fazer o safári em estilo Self-Drive ou contratar passeios de jipe em grupo.
- Vantagens: É a opção mais econômica. Dá total liberdade de horário e de itinerário.
- Desvantagens: Os carros não podem sair das estradas demarcadas. Não há um guia experiente rastreando as pegadas no seu carro, o que exige mais sorte e paciência para encontrar os animais.
Reserva Privada / Lodges (Ex: Sabi Sands, Gondwana, Aquila)
- Como funciona: São propriedades ou concessões privadas dentro ou ao redor dos parques. Os hóspedes ficam em lodges com tudo incluído.
- Vantagens: Experiência de altíssimo nível. Os jipes 4×4 são abertos e conduzidos por rangers experientes que se comunicam por rádio. Além disso, nas reservas privadas é permitido fazer off-road.
- Desvantagens: Investimento financeiro mais alto.
| Passeio | Origem | Duração | Destaques & Perfil |
| Safári de 3 Dias em Glamping no Kruger | Saindo de Joanesburgo | 3 dias / 2 noites | Hospedagem estilo glamping no Kruger com refeições inclusas, transfers e múltiplos game drives com guia em jipe 4×4. Excelente custo-benefício. |
| Safári de 2 Dias na Garden Route (Garden Route Game Lodge) | Saindo de Cape Town | 2 dias / 1 noite | Ideal para quem está na Cidade do Cabo e quer um safári completo com lodge sem precisar voar para o norte. Área livre de malária! |
| Safári de 1 Dia na Reserva de Pilanesberg | Saindo de Joanesburgo | 1 dia (Bate e Volta) | Perfeito para quem tem pouco tempo em Joanesburgo. Inclui transporte em van/ônibus, almoço e game drive em parque com os Big 5. |
10. Qual a moeda da África do Sul e como levar dinheiro?
A moeda oficial da África do Sul é o Rand Sul-Africano, representado pela sigla ZAR e pelo símbolo R. O Rand é uma moeda desvalorizada em relação ao Dólar e ao Euro, o que torna a África do Sul um destino com excelente custo-benefício para os brasileiros, já que o poder de compra do Real por lá costuma ser muito vantajoso!
No entanto, o valor do Rand sofre oscilações frequentes. Por isso, saber qual a forma mais inteligente e econômica de levar seu dinheiro para a viagem é fundamental para não perder em taxas de câmbio.
A forma mais prática, segura e econômica de pagar suas despesas na África do Sul é através de cartões de débito internacionais como Wise, Nomad ou Revolut. Além disso, é sempre recomendável ter uma quantia pequena de dinheiro vivo no bolso para pagar gorjetas (tips para garçons, guias de safári e carregadores), flanelinhas e compras em feirinhas de artesanato local.
11. Qual idioma se fala na África do Sul?
A África do Sul tem 13 idiomas oficiais, mas um dos mais falados é o Inglês. Não tivemos problemas para se comunicar, às vezes era um pouco difícil de entender por causa do sotaque, que em algumas regiões da Áfica do Sul é bem carregado.
Todas as placas de sinalização, letreiros… enfim, a comunicação é sempre em inglês! Ouvi poucos africanos falando entre si em outra língua, o inglês é realmente a língua que predomina!
12. Preciso de seguro viagem para a África do Sul?
Oficialmente, a apresentação de uma apólice de seguro viagem não é uma exigência legal obrigatória para a entrada de turistas brasileiros na África do Sul, ao contrário de países do Espaço Schengen, na Europa, por exemplo.
No entanto, o seguro viagem é um item absolutamente indispensável e fortemente recomendado para qualquer roteiro pelo país. A África do Sul não possui um sistema público de saúde gratuito para estrangeiros, e a rede médica privada do país tem custos extremamente elevados.
Para encontrar o plano ideal com o melhor custo-benefício, nós sempre pesquisamos e contratamos nossos seguros através da dessa plataforma. Ela funciona como um comparador inteligente: você insere as datas da sua viagem e consegue comparar lado a lado as coberturas e valores das principais seguradoras do mundo.
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Leia também: Seguro Viagem para África do Sul: É obrigatório? Quanto custa? Como comprar?
13. Como se locomover na África do Sul? Vale a pena alugar carro?
Por ser um país de dimensões territoriais imensas, o transporte é um dos pontos-chave do planejamento de viagem. Para responder diretamente à pergunta: sim, vale MUITO a pena alugar carro na África do Sul!
Embora existam boas alternativas de transporte em áreas urbanas específicas, a liberdade de ter o seu próprio veículo é imbatível para percorrer estradas cênicas como a Chapman’s Peak Drive em Cape Town, fazer a clássica road trip pela Rota dos Jardins (Garden Route) ou explorar reservas ecológicas no seu próprio ritmo.

A melhor forma de se locomover é alugando um carro. Só lembre-se que a África do Sul adota o sistema de mão inglesa ou seja, a direção e o volante ficam do lado direito do veículo e os carros trafegam pelo lado esquerdo da pista.
Nós sempre recomendamos e fazemos nossas reservas pelo comparador Discovery Cars. O processo é totalmente em português, permite pagar em reais sem cobrança de IOF alto de cartão internacional e ainda dá para parcelar no cartão de crédito.
Aplicativos de transporte também funcionam muito bem nas grandes cidades. E para fazer grandes distâncias, você pode usar o avião ou então os trens de alta velocidade.
14. É difícil dirigir na África do Sul?
A ideia de dirigir na mão inglesa é um dos principais receios de quem pensa em alugar um carro na África do Sul. No entanto, podemos te garantir: é muito mais simples e intuitivo do que parece!
Embora exija uma dose extra de atenção nos primeiros minutos, o trânsito sul-africano é extremamente organizado, as estradas são bem sinalizadas e a adaptação acontece de forma muito natural.
Vale saber que a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é aceita para fins turísticos, desde que esteja dentro do prazo de validade. Contudo, é altamente recomendável emitir a PID (Permissão Internacional para Dirigir) junto ao Detran do seu estado antes de embarcar. Algumas locadoras de veículos e agentes de trânsito em fiscalizações rodoviárias podem exigir um documento com tradução oficial em inglês.
15. Preciso de chip de internet?
Hoje em dia fica difícil viajar sem celular – ou melhor, sem um celular COM internet – né? Além de avisar a família que está tudo certo, compartilhar fotos no Instagram e fazer check in no Facebook (quem nunca?), estar com internet a todo momento facilita muito a vida dos viajantes para se localizar, fazer alguma busca rápida sobre o destino, abrir o número da reserva e etc.
A gente usa e recomenda o chip da Holafly. No site deles você escolhe a quantidade de dias da sua viagem e aproveita internet ilimitada! O chip é um eSIM, totalmente virtual e fácil de instalar. Todas as vezes que usamos a internet era bem rápida!
Mas, caso você prefira um chip físico, uma opção que também já testamos e aprovamos é o America Chip.
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16. Preciso contratar uma agência ou dá para ir por conta?
Dá perfeitamente para fazer quase toda a viagem por conta própria, mas contar com agências parceiras em etapas específicas pode economizar muito tempo e evitar perrengues.
A África do Sul possui uma infraestrutura turística excelente, com boas estradas, hotéis estruturados, sinalização clara e facilidade de locomoção. No entanto, a necessidade de uma agência depende bastante da região do país e do estilo do seu roteiro.
Se o seu itinerário inclui a Cidade do Cabo, a região de Stellenbosch e a road trip pela Garden Route, você pode planejar tudo de forma independente com muita facilidade. No entanto, achamos que contratar uma empresa para fazer um safári é a melhor escolha.
17. Quanto custa uma viagem para a África do Sul?
Felizmente, a África do Sul é um dos destinos internacionais com melhor custo-benefício para os brasileiros. No entanto, o custo total de uma viagem para a África do Sul pode variar bastante dependendo do estilo do seu safári e da antecedência com que você reserva as passagens aéreas.
Para te ajudar a planejar a parte financeira, organizamos uma estimativa de custos por pessoa considerando uma viagem de 10 a 12 dias:
| Categoria / Item | Perfil Econômico / Mochileiro | Perfil Intermediário (Conforto) | Perfil Luxo / Experiência |
| Passagem Aérea Internacional | R$ 3.000 – R$ 3.800 | R$ 3.800 – R$ 4.800 | R$ 5.000 – R$ 12.000+ (Executiva) |
| Hospedagem (Média p/ noite) | R$ 150 – R$ 300 (Hostel / Pousada) | R$ 400 – R$ 800 (Hotéis 3/4★) | R$ 1.200 – R$ 3.500+ (Hotéis 5★) |
| Safári (Média por dia) | R$ 350 – R$ 600 (Kruger Self-Drive / Day Tour) | R$ 1.200 – R$ 2.500 (Reserva Privada 3/4★) | R$ 3.500 – R$ 8.000+ (Lodge All-Inclusive 5★) |
| Alimentação (Média por dia) | R$ 100 – R$ 180 | R$ 200 – R$ 350 | R$ 450 – R$ 800+ (Restaurantes Gastronômicos) |
| Aluguel de Carro + Combustível | R$ 120 – R$ 200 / dia | R$ 220 – R$ 380 / dia | R$ 450 – R$ 900+ / dia (SUV Premium) |
| Seguro Viagem + Chip de Internet | R$ 250 – R$ 350 total | R$ 350 – R$ 500 total | R$ 500 – R$ 800 total |
| CUSTO TOTAL ESTIMADO | R$ 7.500 – R$ 10.500 | R$ 12.000 – R$ 18.000 | R$ 22.000 – R$ 40.000+ |
Quer ver o detalhamento completo de cada gasto, preços de restaurantes e passeios? Leia nosso post completo: Quanto custa uma viagem para Cape Town?
Compras
Não vale muuito a pena fazer compras (roupas, eletrônicos) na África do Sul, eu achei os preços muito parecido com os do Brasil. Mas, nos principais shoppings de Cape Town e Joanesburgo, encontrei lojas de departamento como H&M, Cotton On e outras locais, que claro, tem aqueles ótimos preços, ainda mais na promoção.
Dei uma olhada em eletrônicos e os preços realmente não estavam atrativos. Outra coisa que me decepcionou um pouco foram os souvenirs – achei que encontraria muita coisa legal para trazer de lembrança da África do Sul, e encontrei sim, mas com preços beem altos!
Um chaveirinho de pelúcia, com a bandeira da África do Sul, estava mais de R$30, por exemplo. Mas, é claro que dá para procurar bastante e encontrar lembrancinhas mais simples, com preços melhores.
Para comprar artesanatos você pode ir até os shoppings. No V&A Waterfront tinha uma loja grandona, com objetos bem legais (e caros). Fomo até a St George Mall, uma rua de pedestres que fica no centro de Cape Town, e lá encontrei uma feirinha de artesanatos. Se você negociar muito, dá para levar algumas coisas com preço bom! Mas prepare-se para se sentir incomodado com tanta gente indo até você oferecer coisas.

Tax Refund
O imposto da África do Sul se chama VAT, e você pode pedir um reembolso no final da sua viagem. O que você precisa fazer é guardar todas as notinhas de supermercados, lojas, eletrônicos e apresentar no aeroporto (nas notas tem que estar escrito o valor do VAT!).
Primeiro eles pedirão para você abrir a mala e mostrar os produtos que estão nas notas (no meu caso, eles olharam só por cima, não precisei desfazer tudo) e depois é preciso ir em um outro lugar, depois de apresentar o passaporte na polícia, para pegar um cartão mastercard com o valor do imposto devolvido.
Funciona super bem e você pode sacar ou usar em qualquer lugar do mundo. Eu ainda não testei, mas depois atualizo aqui pra vocês como foi =)
Quanto custa uma viagem para a África do Sul?
É relativamente barato viajar para a África do Sul. O dólar é desvalorizado, então, em Junho de 2017, 1 dólar estava valendo 12.3 rands.
Eu achei muita coisa com o preço do Brasil (roupas, eletrônicos, supermercado, farmácia, etc), mas no geral é uma viagem barata, se compararmos a outros países como Europa e Estados Unidos.
Você vai encontrar opções de hospedagem bem em conta, mas claro, tudo vai depender das suas escolhas. Existem hotéis muito tops, que são mais caros, e hotéis mais em conta, que são ótimos também. Sobre restaurantes, a mesma coisa – encontramos restaurantes muito bons, onde um prato custava em torno de R$50, e fomos em outros restaurantes muito bons também, porém mais simples, onde um prato custava R$30.
Os vinhos são incrivelmente baratos, dá para tomar em todas as refeições! E claro, trazer várias garrafas para casa.
A passagem de avião e a hospedagem acabam encarecendo mais uma viagem – então a minha dica é ficar de olho em promoções e reservar o seu hotel pelo Booking com bastante antecedência.
Chip internacional para celular
Hoje em dia fica difícil viajar sem celular – ou melhor, sem um celular COM internet – né? Além de avisar a família que está tudo certo, compartilhar fotos no Instagram e fazer check in no Facebook (quem nunca?), estar com internet a todo momento facilita muito a vida dos viajantes para se localizar, fazer alguma busca rápida sobre o destino, abrir o número da reserva e etc.
A internet que usamos e recomendamos para viagens é a da Holafly. No site deles você escolhe a quantidade de dias da viagem e já garante internet ilimitada durante todo o período. O chip é um eSIM (100% virtual), super fácil e rápido de instalar. Em todas as vezes que utilizamos, a conexão foi bem rápida e funcionou muito bem.
Se você prefere um chip físico tradicional, outra opção que já testamos e também aprovamos é o America Chip.
Ah, e temos cupom de desconto!
É só usar MALADEAVENTURAS no site da Holafly ou da America Chip.
Você pode gostar de ver também:
Quanto custa uma viagem para Cape Town
12 passeios que você não pode deixar de fazer em Cape Town
3 vinícolas que você deve conhecer em Stellenbosch, África do Sul




























17 comentários em “Viagem para a África do Sul: 20 coisas que você precisa saber antes de ir”
Muito bom passar por esse post pois tinha várias dúvidas que foram esclarecidas aqui!!! Acho que essa viagem não passa do próximo verão… mande mais relatos, quero ver tudo!!!!
Que bom que gostou, Aninha!! Já tem bastante post aqui no blog e outras dicas no instagram!
O seu post está tão completo que ajuda qualquer um que esteja a planear uma visita a África do Sul. Não conheço o país, mas está na minha longa lista, sobretudo a região de Cape Town. Lindas fotos também
Que bom que gostou! Espero que te ajude a planejar uma viagem pra lá!
assim como você, amei a África do Sul, a Cidade do Cabo me surpreendeu bastante, também fiz uma parada em Johanesburgo e logo fui a Cape Town, quero voltar e conhecer mais do sul do país! Ótimas dicas!
Obrigada! Também quero voltar para explorar mais do país! <3
Realmente há muito o que fazer por lá, mas fiquei muito curiosa sobre as vinícolas. Vou correndo ler seu post a respeito.
Tem vinícolas maravilhosas! Se você gosta de vinho, pode ir sem medo!
Nossa, que post mais completo! Ficou lindo! Nós ainda não conhecemos a Africa do Sul, mas temos bastante vontade.
É um destino incrível, vale a pena conhecer!
Olá boa tarde tudo bem ??
Li a materia e adorei as dicas, só achei q faltou ao final dizer um mais ou menos quanto gastou com a viagem, pois ali acima está escrito que é relativamente barato, mas fica um pouco vago, se tiver essa informação eu gostaria 🙂
Obrigada e parabens pelo site
Oi Débora! Tivemos problemas para receber comentários nas últimas semanas aqui no blog. Desculpe a demora para respondê-la!
Temos um post com detalhes sobre quanto custa viajar pela Africa do Sul. Se quiser dar uma olhada: https://www.maladeaventuras.com/quanto-custa-uma-viagem-cape-town/
Bjs e boa viagem!
Africa do sul é um lugar incrivel, muito lindo
ótimo post, estamos planejando em ir para a África Do Sul o covid irá atrapalhar em alguma coisa? museus, Praias algo do tipo? (Cape Town)
Recomendo entrar em contato com o hotel que você ficará hospedado para entender como estará a situação no momento da sua viagem.
Lugar perfeito
Maravilhoso!
Não sabia que a região era tão bonita, nunca pensaria nessa viagem.
Obrigado por abrir minha mente.
ótimo artigo.