Meu pai (fofo!) resolveu mandar pra gente o depoimento dele sobre nossa viagem em família ao Peru. Eu que to super enrolada com final de período na faculdade achei ótimo, porque já conta pra vocês um pouquinho como foi nossa aventura pela terra dos Incas. De Lima à Machu Picchu ele cobre todos os momentos da viagem e termina em grande estilo com uma reflexão sobre o porquê de viajar. Obrigada, pai!

Em Maio de 2014 partimos em uma viagem em família para o Peru. Além de paisagens maravilhosas e um mergulho na cultura local, tivemos a oportunidade de aproveitar a companhia de nossas filhas que ja começam a deixar o ninho.

Saímos do Rio de Janeiro na madrugada do dia 30 em direção a Lima. Tivemos somente um dia para passar na cidade e tratamos de conhecer o mercado de artesanatos Peruanos e dar uma volta por Miraflores. No conhecido Shopping Larcomar demos um passeio por renomadas lojas de moda internacional (Timberland, Nike, Burberry, etc) e tivemos a oportunidade de começar nossa incursão pela culinária peruana experimentando um delicioso Ceviche Misto – peixe cru fatiado, camarões e lulas matinados em suco de limão, coentro e pimenta chilli além de tomarmos o famoso Pisco Souer (pisco com suco de limão e clara de ovo) e um suco de Chicha Morada (suco de milho negro).

Do hotel até o shopping pegamos um taxi local que nos cobrou 15 soles pelo percurso (éramos 5 e ele topou nos levar mesmo assim), uma pechincha! Sem contar que o trajeto era longo e que o trânsito em Lima é de deixar um indiano louco. Caótico!

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No dia seguinte seguimos para Cusco onde fomos recepcionados pela agência local que nos levou para o hotel. O tour começaria apenas no dia seguinte. Ficamos no hotel Tanda Pata na rua com o mesmo nome. Super bem localizado, próximo de tudo e com uma vista linda da cidade.

No primeiro dia alguns de nós sentiu o efeito da altitude com dores de cabeça e falta de ar (eu, pessoalmente, fiquei bem mal chagando a ter náusea e febre, que passaram no segundo dia quando já acordei bem disposto). Como esses sintomas são comuns, o hotel tem sempre a disposição no hall de entrada chá de coca e balinhas de coca que ajudam na adaptação com a altitude. Mas tem também um remédio chamado Soroche, que você pode encontrar em todas as farmácias locais, se preferir pode mascar a folhas de coca.

GoPro Cuzco

Nos primeiros dias visitamos as principais ruínas ao redor de Cusco numa introdução ao que iríamos encontrar no país. O guia nos passou a história de cada um dos locais e sua importância para o modo de vida dos Quechuas (povo que habitava a região) quando Cusco era a grande capital do reino Inca. Alguns dos locais que mais chamaram a atenção foram Saksaywaman e Ollantaytambo.

Visitamos também o Vale Sagrado dos Incas onde eram cultivadas quase 3000 variedades diferentes de batatas e algumas dezenas de tipos de milho.  Maras Moray foi outro local bem interessante, foi um laboratório onde os Quechuas desenvolviam as diversas variedades de alimentos com misturas de espécies e sua adaptação a cada clima do Império Inca.

Nossa ida para Águas Calientes partiu de Ollantaytambo utilizando um trem que foi serpenteando o vale que a cada quilômetro se tornava mais estreito e com as montanhas ao redor cada vez mais altas. Em alguns momentos pode-se avistar o topo nevado de diversas delas.

Águas Calientes é basicamente uma cidade de apoio aos visitantes de Machu Picchu e apesar das belezas naturais do local – mata fechada, rios caudalosos e cristalinos, montanhas altíssimas emoldurando um vale bem estreito – a cidade em si não tem atrativos ao visitante que basicamente acaba somente pernoitando para poder partir  para as ruínas. Os ônibus saem a toda hora quase em fila numa estrada sinuosa que sobe os 400 metros de altitude que separam Águas Calientes de Machu Picchu. Este merece um capítulo a parte e acredito que a Gaia saberá dar o devido credito às maravilhas das ruínas e de seu entorno, as montanhas incríveis e os mistérios que lá existem.Nikon Machu Picchu

Para nós, eu e Gelusia, acreditamos que mais do que uma viagem exótica, tivemos a oportunidade de dividir com nossas filhas grandes momentos de diversão, carinho, cultura e principalmente (crédito para Helena) muitas gargalhadas. Lembraremos para sempre da música La Temperatura, que foi a trilha sonora da viagem. Grudou em nossos ouvidos graças a ela. rs

Momentos como esses fazem a vida valer a pena e temos a certeza estarão para sempre na lembrança de cada um de nós.

Quem escreve | @gaiavani
Fotógrafa, viajante de carteirinha e empreendedora digital, a editora do Mala de Aventuras vive a vida intensamente, aproveitando cada horinha do seu dia para transformar o mundo através das viagens.
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