Já visitamos inúmeros destinos de natureza pelo Brasil, mas faltava conhecer um dos lugares mais incríveis para quem gosta de ecoturismo como a gente: o Jalapão! Depois de visitá-lo e se apaixonar por esse destino super roots, vamos compartilhar como foi o nosso roteiro de 8 dias pelo Jalapão e Serras Gerais.
Já vamos adiantar que ele foi repleto de paisagens de tirar o fôlego, fervedouros exclusivos, cachoeiras e cânions imponentes, comida deliciosa e muuita natureza! Essa região é realmente privilegiada, oferecendo um mix de experiências difícil de encontrar em outros lugares.

As longas horas de viagem de carro valem à pena, pois te levam a cantinhos escondidos e cheios de vida. Isso sem falar no nascer e pôr do sol do cerrado, que tem um toque de beleza especial. Não deixe de conversar com os locais, conhecer um pouco mais da cultura das comunidades que vivem por lá. Histórias inspiradoras que você vai levar com você pra sempre.
Para facilitar, já vamos compartilhar um resumo do nosso roteiro abaixo. Contudo, continue lendo para saber tudo sobre o nosso Roteiro Jalapão e Serras Gerais!
| DIA | ROTEIRO |
|---|---|
| DIA 01 | Cachoeiras em Taquaruçú |
| DIA 02 | Serras Gerais: Casa do Sr. Davi + Cachoeiras Urubu Rei e Cortina |
| DIA 03 | Serras Gerais: Trilha Cânion Encantado + Cidade de Pedras + Cachoeira dos Pelados |
| DIA 04 | Jalapão: Poço Encantado + Mirante Serra da Catedral + Fervedouro Alecrim + Fervedouro Bela Vista à noite |
| DIA 05 | Jalapão: Fervedouros Por Enquanto, Veredas, Buritizinho, Ceiça, Buritis |
| DIA 06 | Jalapão: Fervedouros Macaúbas, Licuri e Rio Sono + Cachoeira da Formiga |
| DIA 07 | Jalapão: Nascer do Sol na Serra do Espírito Santo + Dunas do Jalapão + Praia do Caju + Cânion Sussuapara |
| DIA 08 | Jalapão: Lagoa do Japonês + Pedra Furada |
Por que combinar Jalapão e Serras Gerais na mesma viagem?
Muitas gente já conhece ou já ouviu falar no Jalapão! O destino ficou em alta por causa da novela da Globo “O Outro Lado do Paraíso” e claro, por causa do Instagram! Muitos criadores de conteúdo de viagem já estiveram por lá para divulgar o destino – e não é por menos: esse é um dos lugares mais abundantes em paisagens naturais do Brasil. É surpreendente, intenso, diferente de tudo que já conhecemos!
No entanto, pouca gente sabe que pertinho do Jalapão está uma região chamada Serras Gerais, que vem ganhando atenção ultimamente. Por lá você encontra cânions imponentes, cachoeiras intocadas e muita aventura. É o destino perfeito para quem ama ecoturismo e passeios de aventura.
A melhor parte é que você consegue juntar os dois destinos em um único roteiro! Foi o que fizemos no nosso Roteiro de 8 dias, que foi dividido em três partes: um dia em Taquaruçú, cidade cheia de cachoeiras que fica bem pertinho de Palmas; dois dias nas Serras Gerais e o restante no Jalapão.
Abaixo você vai ver o mapa com as cidades base, onde dormimos durante o nosso roteiro. Já adianto que por lá tudo é muito simples, você vai encontrar pousadinhas que oferecem uma boa cama, ar condicionado, banheiro e café da manhã – mas não espere nada luxuoso.
Já Almas é a cidadezinha mais próxima dos atrativos das Serras Gerais. É realmente imperdível incluir a região no seu roteiro, abaixo você vai entender o porquê!

Dicas para planejar a sua viagem ao Jalapão e Serras Gerais
Planejar uma jornada pelo Tocantins é mergulhar em um dos cenários mais brutos e preservados do Brasil, onde a logística é de extrema importância. Para que sua experiência entre as dunas douradas do Jalapão e os cânions profundos das Serras Gerais seja proveitosa e segura, é preciso atenção redobrada aos detalhes.
A seguir, preparamos uma curadoria de orientações essenciais para transformar o desafio das estradas de terra em uma expedição inesquecível e sem imprevistos.
Como chegar ao Jalapão e Serras Gerais?
Para chegar no Jalapão você vai precisar pegar um vôo para o Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues, em Palmas, a capital do Tocantins. Já adiantamos que as companhias aéreas oferecem vôos em horários bem ruins, a maioria chega de madrugada! Então, o ideal é você reservar ao menos uma noite em algum hotel no centro de Palmas.
Nós ficamos no Ibis Styles Palmas e no Castro Hotel (no dia na volta, pois o nosso vôo de retorno também era de madrugada). Gostamos bastante dos dois, que oferecem quartos confortáveis e café da manhã. A média de uma diária em hotéis dessa categoria é R$350,00.
Se você quiser conhecer a cidade de Palmas, pode separar 1 ou 2 dias do seu roteiro para isso. Os principais atrativos são as praias de rio, como a Praia da Graciosa, Ilha do Canela e outras praias um pouco mais afastadas.
Nós demos um passeio na cidade – que aliás, é enorme, tudo é muito afastado e não dá para andar a pé – e não achamos imperdível. Vale a pena seguir viagem direto para o Jalapão ou Serras Gerais.
Normalmente, as agências de viagem fecham o pacote completo, com hospedagem, alimentação, transporte e passeios. O mais comum é o seu motorista te buscar em Palmas (aeroporto ou no hotel que você estiver) e já começar o roteiro, bem cedinho. Até o Jalapão, são mais ou menos 3h de estrada. Mas, se a sua primeira parada for Taquaruçu, como a nossa, são apenas 30 minutos em asfalto.

Uma dificuldade que eu tivemos em Palmas, foi de conseguir Uber do aeroporto para o hotel, já que o nosso vôo chegou de madrugada. Acabamos pagando super caro em um táxi, então, vamos deixar uma SUPER dica pra vocês: combine com antecedência com o motorista Rodrigo, ele é muito profissional, pontual e tem um bom preço.
No último dia, deixamos agendado com ele para nos buscar de madrugada para nos levar para o aeroporto e foi tudo excelente. O carro dele é ótimo e espaçoso, ele é super tranquilo e profissional. Você também pode fazer passeios por Palmas e arredores com ele, ele faz um precinho ótimo, é só falar que viu aqui no Mala de Aventuras.
Whatsapp motorista Rodrigo (Palmas): 63 9283-0772
Vale à pena ir por conta própria para o Jalapão?
Nós fizemos todo o roteiro com agência, então não podemos afirmar que não vale à pena ir por conta própria para o Jalapão, mas, pela experiência que tivemos, podemos dizer que a gente não arriscaria, por alguns motivos:
- As estradas são de terra ou areia em 90% do roteiro! Para não correr o risco do seu carro ficar atolado ou quebrar, tem que ir com carro 4×4.
- O celular não pega em boa parte das estradas! Apenas a operadora Claro pega em alguns trechos, mesmo assim, bem ruim. Ou seja, se você se perder, não terá como ligar para alguém ou acessar a internet para se localizar.
- O Jalapão é bruto! Essa é uma frase que a gente ouve muito por lá, e faz super sentido! O Jalapão é realmente “bruto”, é preciso entender a região e conhecer o caminho para ter uma viagem tranquila
- Os guias da região já fizeram o mesmo roteiro várias vezes e conhecem muuito a região! Eles sabem quais são os melhores horários para visitar cada atrativo, quais são os melhores restaurantes, contam curiosidades sobre árvores e plantas… Ou seja, a sua viagem vai ser muito mais enriquecedora!
Durante a nossa viagem, vimos algumas expedições, o que pode ser uma alternativa para quem tem um carro 4×4 e gosta de fazer uma viagem mais tranquila e privativa. Basicamente, são grupos de pessoas que tem carros 4×4 e que se reúnem em grupos para conhecer destinos como o Jalapão.
Leitura recomendada – Melhores agências Jalapão: Guia completo para escolher a sua
Nativos Jalapão: a agência que indicamos!
É muito importante você escolher bem a agência que vai contratar para fazer todos os passeios no Jalapão e Serras Gerais. Nós indicamos essa agência pela qualidade do serviço prestado, a qualidade dos carros e do conhecimento dos guias da Nativos Jalapão.

Tem gente que fica hooooooras nas filas dos fervedouros. Conhecemos um casal que ficou mais de 2h na fila do Buritis, um dos mais famosos. E a gente não pegou fila nenhuma, nos 11 fervedouros que visitamos.
É importante você escolher um bom guia e uma boa empresa, pois você passará boa parte do dia dentro do carro, na estrada! Nesse roteiro, a gente dormiu cada dia em um hotel. Para não perder tempo, o trajeto é feito assim, com paradas para dormir em cidades mais próximas do atrativo do dia seguinte.
Fora isso, os guias do Nativos Jalapão são super solícitos, resolvem qualquer problema e são pontuais! Conversei com eles e consegui um BÔNUS especial para os leitores do Mala de Aventuras!!
Entre em contato com a Nativos Jalapão através desse link, fale que você viu a dica aqui no Mala de Aventuras e você ganha R$100,00 desconto na hora de fechar seus pacotes Jalapão! Bom, né?
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A melhor ordem do roteiro: Serras Gerais primeiro ou Jalapão?
Ao planejar uma expedição combinada pelo sudeste e leste do Tocantins, a dúvida sobre por onde começar é comum, mas a resposta estratégica é quase sempre a mesma: comece pelas Serras Gerais e termine no Jalapão.
As Serras Gerais costumam exigir um pouco mais de esforço físico em trilhas, subidas e exploração de cavernas e cânions, como o de Pindorama ou a Lagoa do Japonês. Além disso, a região possui cidades de apoio, como Natividade e Almas, com uma estrutura de asfalto e acesso ligeiramente superior em alguns trechos.
Deixar o Jalapão para o final funciona como o clímax e o momento de relaxamento da viagem. Após o esforço das serras, nada supera a sensação de flutuar nos fervedouros ou contemplar o pôr do sol nas dunas.
Outro fator decisivo é o impacto visual. O Jalapão é o cartão-postal mais famoso do Estado; visitá-lo por último evita que as Serras Gerais pareçam “menos impressionantes” por comparação direta, permitindo que você aprecie a beleza rústica e cultural de cada região no seu devido tempo.

Roteiro Jalapão e Serras Gerais: nosso roteiro de 8 dias e 7 noites
Vamos para o roteiro?! Nós fechamos o pacote de 8 dias e 7 noites, passando por Jalapão e Serras Gerais! Nós amamos cada detalhe. Ele ficou super completo e todos os dias conhecemos lugares maravilhosos.
Sabe quando você acha que não tem como se surpreender mais, e aí visita outro lugar de cair o queixo? Então, todos os nossos dias foram assim!
DIA 1 | Cachoeiras em Taquaruçú
No primeiro dia do nosso roteiro, fomos explorar as cachoeiras de Taquaruçú, pequena cidade localizada a 30 minutos de Palmas. Essa primeira parte do roteiro é bem tranquila, ainda sem estradas de terra!
Taquaruçú é uma cidadezinha bem simples, com pouco mais de 4 mil habitantes. Tem uma praça principal, com alguns restaurantes que servem comida caseira e algumas opções de pousadinhas simples para se hospedar.
Uma ótima dica de hospedagem na cidade é a Pousada Aldeia da Serra, que recebe principalmente hóspedes que saem da cidade de Palmas para descansar na Serra. A cidade fica no alto de um cânion, cercada por vales. É bem bonita a paisagem ao redor!
Nós fomos no final de tarde conhecer a Pousada Aldeia da Serra e adoramos, é realmente uma opção mais sofisticada, com restaurante delicioso e spa!
Em um dia visitamos a Cachoeira do Roncador, onde o Breno (meu marido) fez rapel e adorou! Eu não tive coragem de encarar e fiquei só olhando. Também fomos na Cachoeira Escorrega Macaco, que não pode entrar na água, é contemplativa. As duas ficam no mesmo complexo e são bem bonitas e grandiosas!

Depois, partimos para a Tirolesa Vôo do Pontal e amamos a experiência! É a terceira maior tirolesa da América Latina, e ela passa por cima de um vale lindo, cheio de árvores. Vale super à pena fazer.
E pra fechar, fomos na Cachoeira Taquaruçú, que é de fácil acesso, por ficar na beira da estrada. Na parte de cima tem uma “piscina com borda infinita”, linda! Vale a pena fugir dos finais de semana e feriados, parece que fica bem cheia.
DIA 2 | Casa do Sr. Davi + Cachoeiras Urubu Rei e Cortina
O segundo dia de viagem foi cheio de aventuras e paisagens lindas! Começamos pelas Serras Gerais, em um dos lugares mais icônicos da região: a Casa do Sr. Davi Mendes! Eles vivem, literalmente, cercado por natureza, no meio da mata! Você vai ver árvores nativas, macaquinhos, galinhas, cotias e vários outros bichos que vivem por lá também.
Nesse terreno ficam as Cachoeiras Urubu Rei e Cortina, duas quedas d’água enormes que vale à pena conhecer. O acesso é por uma trilha curta, de 20 minutos, que começa ao lado da casa deles. O guia sempre deve acompanhar os turistas para indicar o caminho, mas é bem sinalizado!
Também optamos por fazer a Ancoragem – ou seja, ficamos presos por um cinto e chegamos na beirinha da queda da Cachoeira da Cortina! Foi DEMAIS essa experiência, confesso que nem fiquei com medo! Dá uma sensação maravilhosa de liberdade. Quem está à frente desse atrativo é a empresa Cânion Ecoturismo. Também é cobrado à parte, mas super indico fazer, preferencialmente na hora do pôr do sol. É lindo!

DIA 3 | Trilha Cânion Encantado + Cidade de Pedras + Cachoeira dos Pelados
O terceiro dia foi um dos mais especiais da viagem! Acordamos cedinho, tomamos um bom café da manhã preparado pela Dona Antônia, participamos da oração que o Sr. Davi faz com todos os hóspedes antes das refeições e seguimos viagem para o Cânion Encantado, outro atrativo imperdível nas Serras Gerais.
É importante ter reserva para fazer as trilhas dentro do complexo do Cânion Encantado, que são a Trilha do Cânion Encantado, Cidade de Pedras e Cachoeira dos Pelados, caso você vá por conta própria. A estrutura do local é ótima, tudo muito organizado, eles oferecem equipamentos de segurança e as trilhas são feitas com guias do complexo mesmo.
Na parte da manhã caminhamos os 5.2km de trilha (ida e volta) para acessar o Cânion Encantado. Fomos equipados com perneiras (tem bastante cobra na região), capacete e um bastão para auxiliar na caminhada. O guia local fica de olho na gente, não pode tirar em momento algum!
A caminhada foi tranquila, em 40 minutos já estávamos chegando na Prainha do Elias, que tem um visual surpreendente. Parece cenário de filme, de tão lindo! Formam-se vários arco-íris nas quedas d’água, lindo, lindo!
É nessa hora que é muito importante ter uma sapatilha aquática, para você trocar o seu tênis por ela. Eles não deixam caminhar pela água descalço, então, se você não tiver uma, vai ter que entrar com seu tênis mesmo! Seguimos o riozinho até a queda d’água mais forte do Cânion Encantado, uma pressão enorme! É lindo demais, energizante.

Na volta, paramos no Mirante do Cânion Encantado, para vê-lo do alto. Mais uma paisagem linda! Ah, vale dizer que não é permitido o uso de drone por lá, mesmo pedindo autorização com antecedência. Tem ninhos de arara por lá, então eles não deixam mesmo!
Na parte da tarde, fomos caminhar de novo! Foram mais 4.5 kilômetros (ida e volta) para conhecer a Cidade de Pedras e a Cachoeira dos Pelados. A Cidade de Pedras é super interessante: formações em rochas de arenitos, esculpidas ao longo de milhares de anos pela ação dos ventos e da chuva. Podemos subir em algumas delas, é super bonito vê-las do alto!
O valor dessa experiência é R$80,00, mas se você comprar com antecedência no site ele cai para R$60,00.

E logo depois, seguindo a trilha, um mergulho merecido na Cachoeira dos Pelados, batizada em homenagem ao reality show “Largados e Pelados” que foi filmado no local. A água é azul, super cristalina. Que passeio incrível do início ao fim!
Dirigimos mais alguns kilômetros até Ponte Alta, uma das três bases para quem faz o roteiro do Jalapão. Dormimos na pousada Águas do Jalapão, que é super charmosa!
DIA 4 | Poço Encantado + Mirante Serra da Catedral + Fervedouro Alecrim + Fervedouro Bela Vista à noite
No dia 4 começamos oficialmente a viagem pelo Jalapão. A primeira parada foi no Poço Encantado, que nos surpreendeu! Depois de passar por vários caminhos de estrada de areia, chegamos nesse poço enorme e muuito fundo, com água escura, mas muito refrescante! Foi uma delícia mergulhar por lá.
Além do Poço, tem a cachoeira do Poço Encantado, com duas quedas gostosas para dar aquela energizada. Passamos a manhã por lá, almoçamos no restaurante do complexo e seguimos para o Mirante Serra da Catedral, parada obrigatória no meio da estrada. Ela chama atenção por ter o formato de uma fachada de Catedral.

Visitamos 11 fervedouros no total. Coisa pra caramba, né? Mas, a experiência de nadar em um fervedouro é tão legal, que vale super à pena ir em vários para conhecer. A vegetação em volta deles é única e cada um tem a sua característica – uns afundam mais, outros menos. Uns com mais pressão, outro menos.

O primeiro que visitamos foi o Fervedouro Alecrim! Depois, partimos para o Fervedouro e Pousada Bela Vista, onde passamos a noite. Adoramos a pousadinha, que tinha um jantar self-service bem gostoso.
E a grande vantagem de se hospedar na Pousada Bela Vista, é poder ter acesso ao fervedouro – que é um dos mais famosos – fora do horário de visitação. Como fomos em Julho, era alta temporada e estava bem cheio, então é importante ter estratégias para pegar os fervedouros mais vazios.
Depois do jantar fomos nadar no Fervedouros Bela Vista à noite, outra experiência imperdível!
Leitura recomendada – Fervedouros do Jalapão: Guia Completo (Preços e Roteiro)
DIA 5 | Fervedouros Por Enquanto, Veredas, Buritizinho, Ceiça, Buritis
Acordamos bem cedinho para começar o nosso quinto dia de viagem, dedicado à conhecer mais fervedouros incríveis. Cada grupo de pessoas (geralmente 5 ou 10 pessoas por vez) pode ficar entre 15 e 20 minutos em cada fervedouro, mas, se não tiver ninguém depois de você, eles deixam passar alguns minutinhos.
Ou seja, o tempo voa e quando você vê, já deu a hora de sair. Por isso achamos tão bom visitar 11 fervedouros – parece que passamos o dia todo dentro deles e conhecemos vários diferentes! Como falei, cada um é único e tem o seu charme!
E vale dizer que os fervedouros ficam bem próximos uns dos outros. Geralmente estão dentro da propriedade de famílias que moram há anos por lá, enquanto outros foram comprados recentemente e possuem mais estrutura, como é o caso do Fervedouro Veredas, um dos nossos preferidos.

O Fervedouro Buritizinho é um que não pode ficar fora do seu roteiro. Ele é bem pequenininho, mas super fundo! Pra você ter uma ideia, não dava pé pra gente no meio dele, onde está a nascente de água. O tom de azul da água é lindo demais, um azul mais forte e muito cristalino.
O Fervedouro Ceiça é um dos que tem a vegetação mais bonita nos arredores, cheio de bananeiras.

E o Fervedouro Buritis é um dos mais famosos, com formato de coração. É nesse que muita gente sobe o drone para ver do alto! Mas já adianto que é também um dos mais concorridos – nesse, não teve jeito! Tivemos que esperar por 1h até chegar a nossa vez.
Lembrando que a agência que indicamos para quem quer curtir o Jalapão e as Serras Gerais com conforto e segurança é a Nativos Jalapão. Leitores do Mala de Aventuras ganham R$ 100,00 de desconto ao fechar passeios com a empresa através desse link.
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DIA 6 | Fervedouros Macaúbas, Licuri e Rio Sono + Cachoeira da Formiga
Mais um dia que começou cedinho, pra gente terminar de conhecer os melhores fervedouros do Jalapão. Na parte da manhã fomos nos fervedouros Macaúbas (lindíssimo, um dos meus preferidos!), Licuri, que foi descoberto há pouco tempo na região e é bem pequenininho e charmoso e também o Rio Sono, que tem uma pressão enorme nas nascentes!
Na parte da tarde, fomos conhecer a Cachoeira da Formiga, um dos passeios que todo turista quer fazer no Jalapão – e não é por menos: a cachoeira tem água azul, uma visibilidade incrível e um ótimo espaço para nadar! É super instagramável, você com certeza vai querer fazer uma fotinho mergulhando por lá.
É também um dos atrativos que fica mais cheio, então, vale à pena pensar em horários estratégicos para pegar a cachoeira mais vazia. Algumas pessoas brincam que fica tão cheio, que fica igual um formigueiro.

Nós demos sorte e chegamos 12h30, horário que as pessoas costumam almoçar. Estava vazia e vimos como o lugar é lindo, mas, logo depois, chegou bastante gente e ficou bem incômodo. Deu pra curtir um pouco e ver de pertinho toda a visibilidade e beleza da Cachoeira da Formiga, com certeza vale à pena conhecer! E se você for fora da alta temporada, com certeza vai conseguir curtir tudo mais vazio.
DIA 7 | Nascer do Sol na Serra do Espírito Santo + Dunas do Jalapão + Praia do Caju + Cânion Sussuapara
Sabe aquele dia longo, muuito bem aproveitado? O nosso penúltimo dia foi assim. Acordamos às 3h da manhã para fazer a trilha da Serra do Espírito Santo, um dos melhores lugares para ver o sol nascer na região.
#DicaDaNanda: O nascer e o pôr do sol no Cerrado são muuito especiais. Então vale à pena se programar para fazer ao menos uma trilha para o nascer do sol. Vale à pena perder algumas horinhas de sono!
A trilha não é tão fácil, já que é bem íngreme, com uma bela escadaria para chegar até o topo. E tudo fica mais desafiador no escuro, né? A dica é ir preparado com roupa de caminhada, tênis confortável e um casaco – nós sentimos frio por lá durante a noite, e de madruga, tava bem frio! Foram 40 minutos de caminhada no total.
Chegamos lá no alto ainda no escuro e ficamos na expectativa para o sol nascer. Que espetáculo da natureza! Aos poucos as as estradas, árvores e montanhas que vimos lá do alto foram ganhando cores, deixando a paisagem linda. Amamos a experiência e vale super fazer esse passeio.

Descemos a trilha e fomos direto para as Dunas do Jalapão, outro ponto turístico famosíssimo da região, principalmente por causa da novela da Globo “O Outro lado do Paraíso”, que teve várias cenas gravadas por lá.
Infelizmente, não demos sorte com o tempo – estava uma ventania doida e a gente mal consegui ficar com os olhos abertos no alto da duna, era muita areia voando. Muita gente vai até lá na hora do pôr do sol, quando as dunas ficam mais alaranjadas e a paisagem linda demais. Fica a dica para o seu roteiro!
E você deve estar se perguntando… Como assim dunas no meio do cerrado? O conjunto de dunas é formado pela erosão das rochas de arenito que formam a Serra do Espírito Santo. Com a ação do vento e uma conjunção perfeita de fatores, a areia é depositada sempre no mesmo local, dando origem à única formação de dunas no cerrado brasileiro!
As Dunas do Jalapão fazem parte do Parque Estadual do Jalapão e é preciso ter reserva para visitar.

Pausa para almoçar em um dos restaurantes com comida caseira self-service que encontramos pelo caminho e seguimos para o próximo atrativo: a Praia do Cajú, uma das prainhas que se formam à beira do Rio Novo, o maior rio com água potável do Brasil. Um momento bem relax, para descansar e aproveitar a água geladinha e cristalina do rio.

E pra fechar o dia, depois de algumas horas de estrada, chegamos no Cânion Sussuapara, outro ponto turístico bastante conhecido do Jalapão. Escondido na vegetação, os paredões de pedra com doze metros de altura formam uma cortina com a vegetação e água que brota durante todo o ano, independente da seca.
No fundo do cânion, uma pequena cascata de água geladinha ajuda a refrescar e fazer uma massagem!

É um ótimo cenário para fotos, aproveite a escadinha de madeira para fazer vários cliques!
Como estávamos vindo de Mateiros e indo em direção a Pindorama, cidade mais próxima da Lagoa do Japonês, foi o dia que pegamos mais estrada!
DIA 8 | Lagoa do Japonês + Pedra Furada
Dormimos em um hotel bem simples em uma pequena cidade chamada Pindorama, mas que foi uma boa estratégia para acordar já bem perto da Lagoa do Japonês, outro atrativo do Jalapão que costuma ficar bem cheio na alta temporada.
Chegamos bem cedinho e tivemos a Lagoa só pra gente, por algumas horas! E olha, que lugar lindo. A Lagoa do Japonês fica em propriedade privada e é enorme! Vista do alto, nessa foto que o @brenomadeira tirou com o drone, você consegue ter uma ideia do tamanho. Dá para mergulhar livremente por lá, explorando cada cantinho da água esverdeada e cristalina.

Uma dica é levar a sua sapatilha aquática para esse passeio ou alugar uma por lá. Eles oferecem o aluguel da sapatilha por R$10. É importante porque as pedras são bem afiadas e cortam mesmo. Tem que tomar cuidado!
No cantinho direito da lagoa, está a gruta! E o mais incrível é perceber como muda o tom da cor da água. No meio da lagoa é bem esverdeada, e, ao se aproximar da gruta, a água fica azul mais escuro, uma cor vibrante! É demais, amamos a experiência de mergulhar na gruta da Lagoa Azul!
A estrutura ao redor da Lagoa do Japonês é ótima, tem um restaurante bem gostosinho, que serve caipirinhas deliciosas! Tem refeições também e várias mesinhas de madeira espalhadas, da pra passar o dia todo por lá.
Depois do almoço seguimos para o nosso último passeio no Roteiro Jalapão e Serras Gerais: a Pedra Furada! Não fomos no pôr do sol pois ainda voltaríamos para Palmas. Chegamos lá por volta das 15h e demos sorte, pois estava bem vazio.

Do alto da Pedra Furada é possível ver a imensidão da região! Vale à pena visitar durante o dia, como fizemos, mas parece que o sol se põe no furo da pedra, deixando o visual lindo demais. Vale à pena se programar para ir lá um pouco mais tarde.
O acesso à Pedra Furada é bem fácil e os carros chegam próximos à entrada. É preciso fazer uma trilha bem curtinha até chegar nos furos.
Quanto custa o roteiro Jalapão e Serras Gerais?
Conforme já dissemos, como a região é bem rústica, contratar uma agência é algo que achamos muito melhor do que ir por conta própria. Nesse sentido, a Nativos Jalapão oferece dois ótimos pacotes para aqueles que desejam fazer o roteiro Jalapão e Serras Gerais.
A diferença entre eles é que o Viagem Serras Gerais + Jalapão 6 Dias possui acomodações em quartos compartilhados. Por outro lado, a versão premium do pacote oferece acomodações individuais.
Para facilitar, já vamos compartilhar um resumo do nosso roteiro abaixo. Contudo, continue lendo para saber tudo sobre o nosso Roteiro Jalapão e Serras Gerais!
| PACOTE | DURAÇÃO | INVESTIMENTO |
|---|---|---|
| Viagem Serras Gerais + Jalapão 6 Dias | 6 dias | R$4.250,00 |
| Viagem Serras Gerais + Jalapão 6 Dias Premium | 6 dias | R$7.175,00 |
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O que levar na mala para o roteiro Jalapão e Serras Gerais
Quando se trata de um destino de viagem como O Parque Estadual do Jalapão, tem alguns itens que não podem faltar na sua mala. Preparamos um checklist bem coringa para te ajudar a levar o que for essencial, confira abaixo:
- Sapatos de trilha
- Uma boa mochila (usamos e indicamos as da Fjallraven)
- Protetor solar facial e corporal
- Repelente
- Roupas de banho
- Roupas adequadas confortáveis e leves.
- Casaco corta vento (o meu da Columbia me salvou nos momentos de frio cedinho e à noite)
Pronto para montar seu roteiro Jalapão e Serras Gerais?
Sem dúvida, o Jalapão e as Serras Gerais são um destino muito único, onde a cada dia a natureza te surpreende! Esperamos que nosso roteiro tenha te inspirado a desbravar esse cantinho do Brasil. E caso tenha ficado alguma dúvida, deixe seu comentário que iremos te ajudar.
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2 comentários em “Roteiro Jalapão e Serras Gerais: A expedição completa pelo Tocantins”
Serras gerais vale a pena, Jalapão nem tanto.
Oi Fábio! Nós gostamos bastante das duas regiões, achamos que se complementam!